- Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, rebateu Tarcísio e afirmou que o governador está “destruindo as finanças” do estado, dizendo que a situação só não é pior por conta da ajuda de Lula e da venda de patrimônio público em certames duvidosos.
- O petista disse que o governo federal herdou de Bolsonaro um déficit primário de R$ 63 bilhões em 2023, segundo o projeto de lei orçamentária anual, e que, no seu entender, a situação fiscal pode piorar no próximo mandato.
- Haddad afirmou que, somando calotes em precatórios, nos governadores e no Bolsa Família, o déficit entregue a Lula seria superior a R$ 200 bilhões.
- O ministro afirmou ainda que Tarcísio está “destruindo as finanças” de São Paulo e citou um saldo líquido de caixa de apenas R$ 5,4 bilhões em 2025, após descontadas obrigações e restos a pagar.
- Tarcísio de Freitas respondeu que Haddad não tem autoridade para criticar sua gestão e que o legado fiscal do governo federal é de deterioração; durante balanço do governo paulista, ele fez críticas indiretas a Lula e apoiou o senador Flávio Bolsonaro.
O pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu nesta terça-feira 5 as críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sobre a gestão fiscal. Haddad afirmou que o atual governo estadual está vendo uma piora nas finanças públicas, mas que a situação é atenuada por fatores federais e por venda de patrimônio em certames controversos. A troca de acusações ocorreu no contexto de uma coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
Segundo Haddad, o Brasil recebeu de gestões anteriores uma projeção orçamentária com déficit elevado, registrado no Projeto de Lei Orçamentária Anual, e destacou que o déficit herdado seria significativamente maior sem ajustes em outras áreas. O petista afirmou que as contas do governo federal apresentaram dívidas e atrasos em pagamentos, ampliando o peso da dívida pública no cenário nacional. Alega ainda que as dificuldades herdadas impactaram o funcionamento de programas sociais e a gestão de precatórios.
O petista também criticou o que chamou de deterioração fiscal associada ao governo anterior, destacando números que, na visão dele, justificariam uma leitura menos favorável do período. Em resposta, Tarcísio de Freitas ressaltou que Haddad não tem autoridade para julgar sua administração. O governador argumentou que a gestão de Haddad no governo federal ficou marcada por aumento da dívida e pela deterioração de indicadores econômicos, segundo ele.
Contexto e respostas
Durante o balanço anual do governo paulista, Tarcísio afirmou que o ex-ministro não pode criticar a condução estadual e apontou como legado fiscal do ex-ministro uma trajetória de queda de resultado primário no governo federal. Também mencionou números relativos à dívida, juros e liquidez para sustentar a posição de que a gestão paulista estaria tomando caminhos diferentes dos adotados no governo federal.
O governador também reforçou o apoio a uma candidatura alinhada a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência, sem detalhar propostas específicas sobre o tema, mantendo críticas indiretas ao presidente Lula. A troca de mensagens teve como pano de fundo a disputa pelo futuro econômico do estado e as avaliações sobre as políticas públicas implementadas nos últimos anos.
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