- Em um ano desde a criação, o Movimento Violência Sexual Zero soma 210 empresas aderentes, liderado pela Vibra Energia, pelo Instituto Liberta, pelo Childhood Brasil e pelo Grupo Mulheres do Brasil.
- O evento no Masp celebrou avanços como o ECA Digital e reuniu signatários para discutir desafios da proteção de crianças e adolescentes.
- Entre as organizações e empresas parceiras estão Banco do Brasil, Bradesco, Cyrela, Eurofarma, Meta, Microsoft, Natura, Petrobras, Santander e outras transportadoras.
- Uma das conquistas associadas ao movimento foi o ECA Digital, aprovado em setembro de 2025, para melhorar a proteção de menores na internet.
- O movimento lançou edital de prêmio, com abertura prevista para setembro, para reconhecer boas práticas de prevenção e proteção envolvendo empresas, fundações, institutos e ONGs signatários.
O Movimento Violência Sexual Zero completou um ano desde a sua criação e já reúne 210 empresas comprometidas com a proteção de crianças e adolescentes. Nesta terça-feira, 4, o Masp recebeu líderes e representantes para celebrar avanços e discutir desafios da agenda.
A coalizão é liderada pela Vibra Energia, em parceria com o Instituto Liberta, Childhood Brasil e Grupo Mulheres do Brasil. A organização destacou a conectividade entre mais de 200 empresas para enfrentar a violência sexual infantil de forma coordenada, visando mudanças culturais duradouras.
Entre as signatárias, estão Banco do Brasil, Bradesco, Cyrela, Eurofarma, Motiva, Meta, Microsoft, Natura, Petrobras e Santander, além de diversas transportadoras. A mobilização também envolve ações de conscientização para funcionários, terceiros e familiares.
Aderentes e avanços
O movimento tem associado a aprovação do ECA Digital, projeto de lei que define regras de proteção para crianças e adolescentes na internet, aprovada em setembro de 2025 após denúncias envolvendo conteúdos com menores de 18 anos. As lideranças ressaltaram a importância de ampliar a atuação para além do âmbito legislativo e promover educação contínua.
Segundo dados apresentados, a cada hora 8 crianças e adolescentes sofrem violência sexual, e 61% das vítimas têm menos de 14 anos. O Ipea aponta que apenas 8,5% dos casos são denunciados, tornando a atuação das empresas ainda mais relevante para a prevenção e o encaminhamento adequado.
Próximos passos
O grupo reforçou a atuação em prevenção nos territórios, com foco em identificação, encaminhamento de casos e formação de agentes de proteção. Também foi lançado um prêmio para reconhecer boas práticas no enfrentamento da violência, com edital aberto em setembro, destinado a empresas, fundações, institutos e ONGs signatárias.
Entre as iniciativas futuras estão campanhas de conscientização voltadas a colaboradores, fornecedores e familiares, buscando aumentar a circulação de denúncias pelo Disque 100 e ampliar a proteção integral de crianças e adolescentes em todo o país.
Entre na conversa da comunidade