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Mais de 200 empresas aderem ao Movimento Violência Sexual Zero

Mais de duzentas empresas aderem ao Movimento Violência Sexual Zero; Masp comemora avanços como o ECA Digital e alcance de dois milhões de colaboradores

Mais de cem pessoas posam para foto em auditório com iluminação amarela nas paredes. Grupo diversificado está distribuído em fileiras, com dez pessoas em destaque na frente, algumas vestindo roupas formais e outras coloridas.
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  • Em um ano desde a criação, o Movimento Violência Sexual Zero soma 210 empresas aderentes, liderado pela Vibra Energia, pelo Instituto Liberta, pelo Childhood Brasil e pelo Grupo Mulheres do Brasil.
  • O evento no Masp celebrou avanços como o ECA Digital e reuniu signatários para discutir desafios da proteção de crianças e adolescentes.
  • Entre as organizações e empresas parceiras estão Banco do Brasil, Bradesco, Cyrela, Eurofarma, Meta, Microsoft, Natura, Petrobras, Santander e outras transportadoras.
  • Uma das conquistas associadas ao movimento foi o ECA Digital, aprovado em setembro de 2025, para melhorar a proteção de menores na internet.
  • O movimento lançou edital de prêmio, com abertura prevista para setembro, para reconhecer boas práticas de prevenção e proteção envolvendo empresas, fundações, institutos e ONGs signatários.

O Movimento Violência Sexual Zero completou um ano desde a sua criação e já reúne 210 empresas comprometidas com a proteção de crianças e adolescentes. Nesta terça-feira, 4, o Masp recebeu líderes e representantes para celebrar avanços e discutir desafios da agenda.

A coalizão é liderada pela Vibra Energia, em parceria com o Instituto Liberta, Childhood Brasil e Grupo Mulheres do Brasil. A organização destacou a conectividade entre mais de 200 empresas para enfrentar a violência sexual infantil de forma coordenada, visando mudanças culturais duradouras.

Entre as signatárias, estão Banco do Brasil, Bradesco, Cyrela, Eurofarma, Motiva, Meta, Microsoft, Natura, Petrobras e Santander, além de diversas transportadoras. A mobilização também envolve ações de conscientização para funcionários, terceiros e familiares.

Aderentes e avanços

O movimento tem associado a aprovação do ECA Digital, projeto de lei que define regras de proteção para crianças e adolescentes na internet, aprovada em setembro de 2025 após denúncias envolvendo conteúdos com menores de 18 anos. As lideranças ressaltaram a importância de ampliar a atuação para além do âmbito legislativo e promover educação contínua.

Segundo dados apresentados, a cada hora 8 crianças e adolescentes sofrem violência sexual, e 61% das vítimas têm menos de 14 anos. O Ipea aponta que apenas 8,5% dos casos são denunciados, tornando a atuação das empresas ainda mais relevante para a prevenção e o encaminhamento adequado.

Próximos passos

O grupo reforçou a atuação em prevenção nos territórios, com foco em identificação, encaminhamento de casos e formação de agentes de proteção. Também foi lançado um prêmio para reconhecer boas práticas no enfrentamento da violência, com edital aberto em setembro, destinado a empresas, fundações, institutos e ONGs signatárias.

Entre as iniciativas futuras estão campanhas de conscientização voltadas a colaboradores, fornecedores e familiares, buscando aumentar a circulação de denúncias pelo Disque 100 e ampliar a proteção integral de crianças e adolescentes em todo o país.

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