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MP Eleitoral recorre ao TSE para explicar decisão que condenou Castro

MPE recorre ao TSE para esclarecer decisão que cassou diploma e declarou inelegibilidade de Castro, apesar da renúncia antes do julgamento

Brasília (DF), 25/10/2023 - O governador do Rio de Jnaeiro, Cláudio Castro fala com jornalistas na saída do ministério da Defesa, após reunião com ministro, José Mucio. Governador fala sobre crise na segurança do Rio de Janeiro Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • O Ministério Público Eleitoral protocolou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral para esclarecer que o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro teve o diploma cassado e ficou inelegível por oito anos.
  • Castro renunciou ao mandato em 23 de março, um dia antes do julgamento, para disputar uma vaga no Senado, mas, mesmo assim, houve a sanção de inelegibilidade.
  • O MPE afirma que houve maioria pela cassação do diploma, mas a ementa final não refletiu esse entendimento; apenas dois votos teriam sido contrários à cassação.
  • O STF analisa o caso e há projeto de eleições indiretas (pro voto dos deputados da Alerj) com pelo menos quatro votos favoráveis; ministro Flávio Dino pediu vista no dia nove de abril.
  • Enquanto não há decisão definitiva, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro continua no cargo de governador interino.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou nesta terça-feira (5) um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para esclarecer o resultado do julgamento que condenou o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro à inelegibilidade por oito anos. A iniciativa busca explicitar que Castro teve o diploma eleitoral cassado e permanece inelegível.

O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirma que o TSE registrou maioria pela cassação do diploma, mas essa leitura não ficou expressa na ementa final. Segundo ele, o tribunal deveria consolidar esse entendimento formalmente.

Espinosa sustenta que a renúncia de Castro, em 23 de março, antes do julgamento, não neutraliza a sanção que afeta a diplomação. O objetivo é evitar que a manobra procesual beneficie o ex-governador.

Manobra

O recurso também argumenta que a renúncia próxima ao desfecho do processo não impede a aplicação das sanções previstas na Lei de Inelegibilidades. A defesa sustenta que a decisão deve ser lida como cassação de diploma e inelegibilidade.

Com a renúncia, novas eleições são previstas para mandato-tampão no Rio. O STF é responsável pela decisão final sobre o rito das eleições indiretas ou diretas para o governo estadual.

O STF já tem um placar de 4 a 1 a favor de eleições indiretas, votando pela utilização da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para eleger o governador interino. O julgamento continua em andamento, com a ministra Flávia de Oliveira pedindo vista.

Enquanto o STF não decide, o atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, permanece no cargo de governador interino. A definição final sobre o pleito indireto depende do desfecho do processo no STF.

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