- A Polícia Federal deflagrou a quarta fase da Operação Unha e Carne, com prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no Rio de Janeiro pela manhã.
- A operação também prendeu Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj; a primeira detenção dele ocorreu em dezembro de 2025 e houve nova prisão em março deste ano.
- Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, com foco em fraudes em compras de materiais e serviços na Secretaria de Educação.
- A PF investiga direcionamento de contratos de escolas vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc para empresas ligadas à organização criminosa, com desvio de recursos públicos.
- Os recursos desviados teriam parte remetida a uma rede de postos de combustíveis ligada ao líder do grupo, em esquema que, segundo a PGR, envolve ainda tentativas de obstrução de investigação.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Unha e Carne nesta terça-feira no Rio de Janeiro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava em fraudes em compras de materiais e serviços para a Secretaria de Educação. A ação prendeu o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, na manhã de hoje. Também foram cumpridos cinco mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em cidades fluminenses.
A operação já está na quarta fase de ofensivas. Além de Rangel, agentes cumprem mandados em localidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. A ação visa coibir irregularidades em obras de reformas e aquisição de itens para escolas estaduais, identificadas como parte de uma zona de influência política ligada ao parlamentar alvo.
Thiago Rangel já estava sob investigação, iniciada após análise de mídias apreendidas na primeira fase. O foco é apurar direcionamento de contratações nas escolas vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc, com favorecimento a empresas ligadas ao grupo investigado pela PF.
A relação entre as operações envolve a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, em dezembro de 2025 durante a mesma ofensiva. Bacellar voltou a ser detido em março deste ano, em nova etapa da Unha e Carne. Em março, a PGR denunciou Bacellar e TH Joias por obstrução de investigação relacionada ao comando criminoso.
Segundo a PGR, a rede de aliados atuava para prejudicar investigações já em curso. Denúncias apontam que os recursos públicos eram desviados por meio de saques, depósitos e transferências para empresas associadas aos líderes do grupo, com parte do valor sendo lavado em uma rede de postos de combustíveis.
A Polícia Federal e as autoridades continuam com diligências, reunindo provas sobre o envolvimento de outros presos e investigados. A CNN Brasil informou que busca contato com a defesa do deputado, sem confirmar detalhes adicionais.
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