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PF aponta fraudes em obras de escolas no Rio com planilhas e mensagens

PF aponta direcionamento de obras em escolas do Rio e desvio de recursos; planilhas e mensagens sustentam irregularidades e resultam na prisão de sete investigados

Deputado estadual Thiago Rangel (Avante) | Alerj
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  • A Polícia Federal identificou mensagens, áudios e planilhas que indicam direcionamento de obras em escolas estaduais no Rio de Janeiro e possível desvio de recursos.
  • A PF aponta uma planilha enviada pelo deputado Thiago Rangel Lima (Avante) ao operador financeiro Luiz Fernando Passos e ao ex-chefe de gabinete Rui Bulhões, com 32 obras ligadas a R$ 16 milhões.
  • Trechos indicam contratos já assinados e movimentação de valores de forma clandestina, com trechos citando saques e pagamentos entre pessoas envolvidas.
  • A diretora regional de Educação do Noroeste, Júcia Gomes Figueiredo, é citada em conversas que dizem que receberia “comandos do parlamentar”; o deputado afirma ser quem manda.
  • A decisão autorizou a 4ª fase da Operação Unha e Carne, decretando a prisão preventiva de sete pessoas, entre Thiago Rangel Lima, Luiz Fernando Passos, Rui Bulhões e Júcia Gomes Figueiredo.

O caso envolve supostas fraudes em obras de escolas públicas no Rio de Janeiro, com base em mensagens e planilhas usadas pela Polícia Federal como evidência. A PF afirma que há direcionamento de obras e possível desvio de recursos públicos, identificado durante a investigação da 4ª fase da Operação Unha e Carne.

Entre os investigados estão o deputado estadual Thiago Rangel Lima (Avante) e outras seis pessoas, incluindo o operador financeiro Luiz Fernando Passos, Rui Bulhões e Júcia Gomes Figueiredo, diretora regional de Educação. A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

As provas incluem uma planilha enviada pelo deputado ao operador financeiro e a Rui Bulhões, chefe de gabinete da Alerj. O documento lista 32 obras avaliadas em aproximadamente R$ 16 milhões, com campos como processo SEI, obra, município, escola, diretor e valor.

Segundo a PF, a proximidade entre o envio da planilha e mensagens de contratos reforça a suspeita de movimentação clandestina de recursos. Em mensagens, o operador afirmou a necessidade de definir obras e alinhavar contratos com empreiteiras.

Uma conversa também envolve a diretora da Regional de Educação Noroeste, responsável por 13 municípios e 57 escolas. A PF aponta indícios de que a diretora recebia comandos do parlamentar para agir nas obras.

Em mensagens, Thiago Rangel afirma possuir autoridade para indicar ações na regional e diz que não precisa prestar contas. A PF interpreta esse trecho como indicação de controle sobre as decisões.

Investigações e desdobramentos

A decisão do STF autoriza a continuidade da Operação Unha e Carne, com diligências e cooperação entre as autoridades. A Alerj afirmou estar à disposição das instituições para colaborar com as investigações e reiterou o compromisso com a transparência.

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