- A Procuradoria-Geral da República manifestou-se a favor da progressão de regime de Walter Delgatti Neto para o regime aberto, citando ótimo comportamento carcerário.
- Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em 2023, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, e inseriu mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
- O hacker está preso em Tremembé, São Paulo; retornou a Tremembé em janeiro de 2026 após passagem por Potim, no Vale do Paraíba, e decisão de Moraes sobre a progressão.
- Em abril deste ano, o ministro autorizou a redução de 100 dias da pena devido ao desempenho no Enem PPL (Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à progressão de regime do hacker Walter Delgatti Neto para o regime aberto. A defesa foi apresentada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da execução penal.
Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses no regime fechado em Tremembé, na região de São Paulo, pela invasão dos sistemas do CNJ em 2023, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Na ocasião, ele inseriu um mandado falso de prisão contra Moraes.
A PGR destacou relatório de conduta da unidade prisional apontando ótimo comportamento carcerário. A manifestação afirma que ele preenche os requisitos objetivos e subjetivos da Lei de Execução Penal para a progressão.
Histórico recente no sistema prisional
Delgatti chegou à Penitenciária 2 de Tremembé em fevereiro de 2025, para cumprir a pena imposta pelo STF. Em dezembro, ainda no regime fechado, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Paraíba. Em janeiro de 2026, após Moraes deferir a progressão, retornou a Tremembé.
Em abril deste ano, o ministro autorizou a redução de 100 dias da pena, devido ao desempenho no Enem PPL, exame destinado a pessoas privadas de liberdade.
Antecedentes e outros desdobramentos
Antes da condenação no STF, Delgatti já respondia a outro processo. Na Operação Spoofing, foi condenado em primeira instância a 20 anos de reclusão por hackear autoridades da Lava Jato e vazar mensagens obtidas ilegalmente. O caso tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e ele responde ao processo em liberdade.
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