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Polícia prepara reintegração de posse de edifício ocupado na Oscar Freire, SP

PM inicia reintegração de posse no Edifício Peixoto Gomide, Jardins, após decisão favorável à construtora; 33 famílias já desocuparam, operação ocorre nesta quarta

Policiais militares isolam edifício Peixoto Gomide, no bairro Jardins, durante operação de reintegração de posse
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  • A Polícia Militar iniciou a reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, nos Jardins, prevista para esta quarta-feira (6).
  • 33 famílias ocupavam o prédio há cerca de 20 anos, que fica no cruzamento entre Oscar Freire e Peixoto Gomide.
  • A ação é favorável à construtora Santa Alice e a uma das proprietárias, a psicóloga Mathilde Neder, conforme decisão da Justiça autorizada no dia 10.
  • Os moradores já desocuparam o edifício, com ruas ao redor parcialmente fechadas pela PM para facilitar a operação.
  • O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e a Prefeitura discutem políticas públicas para atender famílias de ocupações semelhantes, incluindo o PIU Setor Central e auxílios já existentes.

O Batalhão de Polícia Militar deu início na terça-feira (5) à reintegração de posse do Edifício Peixoto Gomide, no Jardins, zona nobre de São Paulo. A ação envolve a construtora Santa Alice e uma das proprietárias, a psicóloga Mathilde Neder. O objetivo é ocupação pela Justiça.

33 famílias ocupavam o edifício art déco, construído na década de 1950, desde 2006. Eles deixaram o prédio para a operação programada para a manhã de quarta (6). O acompanhamento fica a cargo do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.

Contexto

A Justiça autorizou a reintegração em favor da Santa Alice e de Neder no dia 10 de maio. Caminhões de mudança chegaram ao local, com ruas ao redor parcialmente fechadas pela PM. O prédio é alvo de disputas judiciais há anos.

O Centro Gaspar Garcia já havia mostrado preocupação com a falta de políticas públicas para atender as famílias deslocadas. A prefeitura, segundo o grupo, indicou remoção com pouca oferta de moradia estável.

Situação atual

O atendimento social aos moradores vem sendo feito por meio de programas da rede socioassistencial. A prefeitura afirma que há auxílio-aluguel e acesso ao CRAS Pinheiros, além de transferência de renda e educação para crianças.

Segundo Eduardo Abramowicz, advogado do Centro, a dispersão das famílias dificulta o contato para orientações futuras. A ocupação envolve nove unidades, com cada quarto abrigando uma família.

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