- A Caixa Econômica Federal lançou o programa Juntos Por Elas — Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que transformará agências e unidades culturais em pontos de orientação e acolhimento.
- O objetivo é ampliar acesso à informação, promover campanhas de conscientização e encaminhar vítimas para serviços especializados, como atendimento psicossocial e assistência jurídica.
- Na primeira etapa, o programa será implementado nas unidades da Caixa Cultural e, inicialmente, nas agências de Sobradinho, no Distrito Federal, e de Cuiabá e Sinop, em Mato Grosso.
- O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou acordos com ministérios e institutos para estimular mudança de postura dentro das instituições, com canais de apoio para funcionárias e empregados.
- Dados da iniciativa apontam que, no Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio a cada quatro horas; cerca de 900 mulheres buscam atendimento diário por violência doméstica, e 40 milhões de lares são liderados por mulheres.
A Caixa Econômica Federal lançou o programa Juntos Por Elas — Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, com o objetivo de transformar agências e unidades culturais em pontos de orientação e acolhimento. A iniciativa prevê ampliar o acesso à informação, campanhas de conscientização e encaminhamentos para serviços especializados, como atendimento psicossocial e assistência jurídica.
Na prática, a primeira etapa envolve a implementação em todas as unidades da Caixa Cultural e, inicialmente, em agências de Sobradinho (DF), Cuiabá (MT) e Sinop (MT). As unidades contarão com funcionários e voluntários para atender mulheres em situação de violência e oferecer orientação. Também haverá canais internos de apoio para funcionárias e empregados.
Parcerias e perspectivas
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, formalizou acordos técnicos com os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Igualdade Racial e das Mulheres, além de um protocolo com o Instituto Antes que Aconteça. A meta é promover mudanças de comportamento dentro das instituições, indo além de eventos pontuais.
Nesta visão, reforça-se que combater a violência de gênero exige ação concreta e cooperação entre governo e setor privado. A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou que é necessária uma reconstrução de vidas por meio de segurança, justiça, saúde e oportunidades de emprego, ao longo de um esforço contínuo.
Dados e impactos
A coordenadora técnica do programa Antes que Aconteça, Nadja Oliveira, aponta que a violência doméstica tem raízes históricas de machismo. Ela afirma que ações bem-sustentadas em educação, capacitação e autonomia financeira das mulheres ajudam a reduzir índices de violência.
Entre os dados apresentados, está a taxa de feminicídio no Brasil, estimada em um caso a cada quatro horas quando considerados apenas registros oficiais. Também há demanda diária por atendimento em serviços de saúde por agressões físicas e impactos na saúde mental que afastam mulheres do trabalho.
Segundo Nadja, a independência econômica é chave para romper o ciclo de violência. Ela lembra que aproximadamente 40 milhões de lares são chefiados por mulheres, muitas delas em famílias monoparentais, o que reforça a importância de condições de trabalho seguras e renda estável.
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