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Justiça determina novo laudo de sanidade de ex-juiz que usou nome inglês

Justiça rejeita laudo de sanidade de ex-juiz que utilizou identidade inglesa por mais de quarenta anos e determina novo exame psiquiátrico

Justiça rejeita laudo de sanidade de ex-juiz que usou nome inglês por mais de 40 anos.
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  • A Justiça de São Paulo rejeitou o laudo psiquiátrico apresentado no processo que apura o uso de identidade falsa pelo ex-juiz José Eduardo Franco dos Reis, conhecido pelo nome Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, e determinou um novo exame.
  • A defesa havia impugnado o laudo, alegando contradições, lacunas e imprecisões, o que levou o juiz a exigir esclarecimentos complementares.
  • O novo laudo será feito por perito de confiança do juízo, e há informações de que o psiquiatra forense Guido Palomba possa conduzi-lo.
  • O Ministério Público de São Paulo denuncia o ex-juiz por uso de documento falso e falsidade ideológica, afirmando que ele usou a identidade inglesa por mais de quarenta anos, inclusive para ingressar na magistratura.
  • Segundo a denúncia, a fraude teve início em 1980, quando ele obteve o RG em nome de Edward Wickfield com documentos falsificados; a investigação apontou descoberta da fraude em 2024, durante tentativa de segunda via do RG.

A Justiça de São Paulo rejeitou o laudo psiquiátrico apresentado no processo que apura uso de identidade falsa pelo ex-juiz José Eduardo Franco dos Reis. O magistrado atuou por mais de 40 anos sob o nome Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield. Foi determinada a realização de novo exame.

O processo envolve acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso, tramita em segredo de Justiça. O laudo inicial foi produzido pelo Imesc, segundo a defesa, não contendo elementos técnicos suficientes para atestar transtorno de personalidade.

A defesa do magistrado aposentado impugnou o relatório, apontando contradições, lacunas e imprecisões. O juiz responsável pelo caso solicitou esclarecimentos complementares, que não teriam sanado as questões levantadas.

Diante disso, ficou definido que um novo laudo será realizado por perito de confiança do juízo. Há informações de que o novo exame ficará a cargo do psiquiatra forense Guido Palomba.

O caso completo envolve denúncia do Ministério Público de São Paulo, que sustenta uso de identidade falsa por mais de quatro décadas. Segundo a acusação, Reis obteve em 1980 um RG em nome de Edward Wickfield com documentos possivelmente falsificados.

Conforme a denúncia, o ex-juiz ingressou na Faculdade de Direito da USP com essa identidade, formou-se em 1992 e, três anos depois, passou no concurso para juiz do TJ/SP, atuando sob o nome fictício até a aposentadoria em 2018.

A investigação aponta que a fraude só foi descoberta em 2024, quando o magistrado compareceu ao Poupatempo da Sé para obter a segunda via do RG e apresentou certidão de nascimento falsa em nome de Edward Albert.

De acordo com os autos, José Eduardo Franco dos Reis nasceu em Águas da Prata, em 1958, filho de brasileiros. Ao longo da carreira, afirmou ser descendente de nobres britânicos e neto de um magistrado do Reino Unido.

Em abril de 2025, o TJ/SP interrompeu os pagamentos ao ex-juiz, conforme apuração do caso em curso. O desfecho depende do novo laudo que deverá esclarecer questões sobre sanidade e credenciais apresentadas pelo magistrado.

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