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Lula aposta em cooperação contra o crime para estreitar relação com Trump

Lula viaja aos EUA para discutir tarifaço e combate ao crime organizado; Brasil envia cooperação com foco em minerais críticos e terras raras, em análise pela Casa Branca

Lula e Trump devem se encontrar na quinta-feira, na Casa Branca
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  • O presidente Lula viaja aos Estados Unidos nesta quarta-feira (6) para encontro com Donald Trump, na quinta (7), com foco no tarifaço e no combate ao crime organizado.
  • O Palácio do Planalto enviou à Casa Branca um documento com propostas de cooperação no combate ao crime organizado; o governo americano já respondeu e o material está sob análise para embasar a posição brasileira na próxima reunião.
  • No âmbito das terras raras, o Brasil não pretende abrir o debate, mas espera que Trump levante o assunto, já que minerais críticos são de interesse estratégico dos EUA.
  • O governo brasileiro já tem um documento com diretrizes para o setor, com dois eixos: monitorar movimentações ligadas a Goiás e ao ex-governador Ronaldo Caiado em torno das terras raras, e cautela com a venda da mineradora Serra Verde para a USA Rare Earth.
  • A agenda bilateral deve incluir minerais críticos e terras raras, além do tema central do tariffário, com a parte brasileira preparada para eventuais desdobramentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos nesta quarta-feira (6) para encontro com o presidente Donald Trump, previsto para quinta (7). O foco principal da conversa será o tariffão e o combate ao crime organizado, com a pauta incluindo ainda minerais críticos e terras raras.

A viagem foi acompanhada de uma troca de mensagens entre os governos. Lula introduziu o tema da segurança pública em uma das ligações com Trump, e o Planalto enviou à Casa Branca um documento com propostas de cooperação no combate ao crime organizado. O material já recebeu resposta do governo norte‑americano e está sob análise do Brasil para orientar a posição brasileira na reunião.

Segundo apuração da RECORD, o Brasil prioriza o tema por dois motivos: o país acompanha a pauta, mas acredita que não haverá desdobramentos no curto prazo; e não pretende levar adiante o debate sobre terras raras, esperando que Trump o levante, já que minerais críticos são estratégicos para os EUA.

Mineração e posicionamento diplomático

Caso o tema terras raras seja abordado, o governo brasileiro já tem um texto preparado. O documento não configura proposta formal, mas expõe diretrizes para o setor, com dois eixos: monitorar as movimentações dos EUA com o estado de Goiás e com o ex‑governador Ronaldo Caiado, além de adotar cautela na venda da mineradora Serra Verde para a USA Rare Earth.

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