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Lula x Flávio: três fatores para definir o vencedor, afirma instituto

Custo de vida, apostas online e endividamento podem definir o vencedor; eleitorado não polarizado, com cinco milhões, pode decidir a disputa

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  • A CEO do Instituto Ideia, Cila Schulmann, disse que três fatores podem definir a eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro: custo de vida, apostas online e endividamento.
  • Ela aponta que há um eleitorado não polarizado, de cerca de 5 milhões de pessoas, que pode ser decisivo.
  • A pesquisa divulgada pelo MEIO/Ideia mostra um cenário de polarização, com bases consolidadas e forte influência da economia.
  • O custo de vida é considerado o fator mais crucial, refletindo insatisfação com a situação financeira, com as apostas online e o endividamento aumentando a pressão econômica.
  • Esse grupo não polarizado está concentrado principalmente em regiões urbanas do Sudeste e pode desequilibrar a disputa conforme avança a campanha.

A pesquisa divulgada pelo MEIO/Ideia aponta que a eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro será influenciada por um conjunto amplo de fatores, como avaliação do governo, cenário econômico e polarização. Entre os elementos que podem definir o resultado, três ganham destaque: custo de vida, apostas online e endividamento. Também aparece um eleitorado não polarizado com peso relevante.

Segundo a CEO do Instituto Ideia, Cila Schulmann, o custo de vida representa a variável mais decisiva, pois reflete a insatisfação com a situação financeira do eleitor. O endividamento e a pressão sobre o poder de compra aparecem como fatores que amplificam esse efeito direto no voto.

A pesquisadora aponta que o aumento das apostas online, aliado ao endividamento crescente, contribui para um ambiente econômico desafiador para os eleitores. Esses temas aparecem com força nas pesquisas e tendem a ganhar centralidade na campanha.

Outro foco está num grupo de eleitores não polarizados, estimado em cerca de 5 milhões de pessoas. Esse contingente busca propostas concretas e pode decidir o pleito mais próximo da eleição, dependendo das propostas apresentadas.

Cila Schulmann ressalta que esse eleitorado não está previamente alinhado a nenhum polo e está concentrado, principalmente em regiões urbanas do Sudeste. Em cenários de disputa acirrada, esse segmento pode atuar como fiel da balança.

Em resumo, a especialista reforça que, diante da polarização existente, conquistar o eleitor não polarizado pode representar vantagem estratégica significativa para quem souber endereçar questões práticas do cotidiano, além de abordar inflação, renda e poder de compra.

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