- O senador Zequinha Marinho afirmou, em discurso no Plenário na terça-feira (5), que o crime organizado avança de forma estrutural na Amazônia, especialmente no Pará.
- Ele disse que as facções atuam de maneira integrada, com articulação nacional e conexões internacionais, alcançando pelo menos 17 estados.
- Grupos rivais passaram a cooperar para ampliar o controle territorial, com foco em ganhos financeiros e logística mais eficiente.
- Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que mais de 60% dos municípios paraenses registram atuação de facções, o que representa disputa direta com o Estado.
- Marinho pediu ações permanentes do poder público, como investimento em inteligência, controle de rotas, combate à lavagem de dinheiro e políticas para enfrentar economias ilegais; informó que comerciantes sofrem cobranças de grupos para manter atividades.
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) afirmou, em pronunciamento no Plenário na terça-feira (5), que o crime organizado avança de forma estrutural na Amazônia, principalmente no Pará. Segundo ele, as organizações passaram a atuar de modo integrado, com articulação nacional e conexões internacionais.
Ainda de acordo com o parlamentar, alianças entre facções já atingem pelo menos 17 estados. Grupos que antes eram rivais passaram a cooperar, buscando ganhos financeiros e ampliando o controle territorial.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, citados por Marinho, apontam que mais de 60% dos municípios paraenses registram atuação de facções criminosas, o que configura disputa direta com a presença do Estado.
Marinho descreveu o crime organizado como uma engrenagem empresarial, com divisão de tarefas, rotas consolidadas, logística eficiente, lavagem de dinheiro sofisticada e domínio territorial progressivo.
O senador defendeu ações permanentes do poder público na região, com investimentos em inteligência, controle de rotas e combate à lavagem de dinheiro, para enfrentar a atuação das organizações.
Ele relatou impactos diretos sobre a população local, afirmando que comerciantes em várias cidades enfrentam cobranças de grupos criminosos para manter suas atividades.
Entre na conversa da comunidade