- Obra indígena de Las Playas Intaglio, um entalhe de peixe com cerca de 200 pés de extensão, foi danificada durante a construção de muro na fronteira dos EUA com o México, segundo o Washington Post.
- A peça é estimada em mil anos e parte com cerca de 60 a 70 pés foi destruída, conforme arqueólogo aposentado Richard Martynec, que trabalha como voluntário na área.
- A imagem perturbada fica west of Ajo, Arizona, e a destruição ocorreu durante o projeto de muro de fronteira de Donald Trump, de 46,5 bilhões de dólares.
- Imagens de satélite de abril mostraram movimentação na área do intaglio; imagens subsequentes apontaram a destruição, com marcas de escavadeira em cerca de um terço da formação do peixe.
- A CBP (Conversação de Alfândega e Proteção de Fronteiras) confirmou o dano e afirmou que o restante do sítio foi assegurado e será protegido no local.
- Em nota, John Mennell, porta-voz da CBP, informou o incidente ocorrido em 23 de abril de 2026; Lorraine Marquez Eiler, anciã da nação indígena Hia-ced O’odham, pediu responsabilização a quem permitiu o dano.
O uso de recursos para a construção de um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México resultou na destruição de um traço artístico ancestral gravado no solo, estimado em 1.000 anos de idade. A obra, com cerca de 200 pés de extensão, é considerada um intaglio indígena localizado no condado de Pima, no Arizona.
Segundo reportagem do Washington Post, parte do motivo da destruição envolve o projeto bilateral de fronteira, no valor de 46,5 bilhões de dólares. Trabalhadores derrubaram entre 60 e 70 pés da peça, segundo um arqueólogo aposentado que atua como voluntário na área. A obra fica dentro de áreas de proteção ambiental e cultural.
Imagens de satélite de abril mostraram uma perturbação na área do intaglio, seguidas por capturas mais recentes que indicam marcas de tratores que cortaram aproximadamente um terço da formação do peixe gravado no solo. A destruição foi confirmada pela U.S. Customs and Border Protection (CBP) após a publicação do relatório.
A CBP informou que, em 23 de abril de 2026, um empreiteiro da obra no muro fronteiriço teria inadvertidamente perturbado o sítio cultural Las Playas Intaglio, situado a oeste de Ajo, no Arizona, próximo à fronteira. O restante do local foi assegurado e protegido no lugar.
Representante da comunidade indígena Hia-ced O’odham, a anciã Lorraine Marquez Eiler afirmou que a destruição de sítios culturais é uma prática preocupante para o grupo, ao comparar com ações similares em Washington. Ela ressaltou a responsabilização de quem autorizou ou conduziu o dano.
A relação entre o projeto de muro e danos a patrimônios históricos gerou controvérsia entre conservacionistas, autoridades de parques nacionais e comunidades nativas. O episódio amplia o debate sobre cumprimento de leis ambientais e de proteção de sítios culturais no fronte.
Fonte consultada pela reportagem é o Washington Post, que descreve críticas de defensores do meio ambiente e de comunidades indígenas sobre a condução das obras e a proteção de patrimônio cultural. Não foram divulgados detalhes adicionais de licenciamento ou responsabilização oficial.
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