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Plenário discute prioridade em exames periciais para vítimas de violência doméstica

Projeto vai ao plenário: prioridade de atendimento em exames periciais para mulheres em situação de violência, com rede de apoio e critérios de risco

Bancada: senador Eduardo Girão (Novo-CE) - em pronunciamento; senador Hermes Klann (PL-SC).
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  • A Comissão de Direitos Humanos aprovou, nesta quarta-feira, o PL 1.442/2024, que prioriza mulheres em situação de violência doméstica na realização de exames periciais e segue para o Plenário em regime de urgência.
  • O projeto altera a Lei 10.048, de 2000, e a Lei Maria da Penha para incluir atendimento preferencial às mulheres agredidas.
  • Caso não haja unidade do Instituto Médico Legal disponível, o poder público deve garantir rede de apoio para acolhimento das mulheres.
  • Os exames devem seguir critérios de classificação de risco previstos em protocolos internacionais de saúde, com informações claras sobre direitos e funcionamento dos procedimentos.
  • A relatora Mara Gabrilli destacou a mudança terminológica para “mulher em situação de violência” e afirmou que a medida é urgente, dada a escalada de feminicídios no país.

Ao Plenário deve tramitar o PL 1.442/2024, que prioriza o atendimento pericial a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A proposta foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quarta-feira, 6, e segue em regime de urgência.

O texto altera a Lei 10.048/2000, que já garantiu atendimento prioritário, e a Lei Maria da Penha, para incluir a prioridade no atendimento pericial. O objetivo é assegurar que a perícia seja realizada com rapidez para preservar evidências.

A relatora da matéria, senadora Mara Gabrilli, propôs ajustes para padronizar os termos. A expressão passou de mulher vítima para mulher em situação de violência, alinhada à terminologia jurídica atual.

A proposta determina que o poder público organize uma rede de apoio às mulheres, caso não haja unidade do Instituto Médico Legal disponível para a perícia. O atendimento deverá seguir protocolos de avaliação de risco reconhecidos internacionalmente.

Além disso, as redes de proteção devem orientar sobre o funcionamento dos exames e os direitos das mulheres, com informações claras e acessíveis. A medida é apresentada como instrumento de proteção e de responsabilização do agressor.

Mara Gabrilli ressaltou que exames periciais desempenham papel central na proteção da mulher e na prova do delito. A demora na realização da perícia é considerada risco real de perda de evidências.

A senadora também destacou a urgência da medida, citando o crescimento de feminicídios no país e a necessidade de respostas rápidas do sistema de justiça. O projeto aguarda votação em Plenário.

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