- A suspensão de sessenta dias do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira, cinco de maio.
- PP e Republicanos votaram ao lado de legendas de esquerda pela punição, mesmo mantendo proximidade com pautas defendidas pelo parlamentar no Rio Grande do Sul.
- A medida depende de confirmação em plenário para entrar em vigor.
- A sanção está ligada à ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025, durante protestos da oposição contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Se confirmada, a suspensão impede o deputado de exercer atividades parlamentares e de receber salário durante o período.
A suspensão do mandato do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira (5). A sanção prevê afastamento de 60 dias e ainda depende de confirmação em plenário. A votação mostrou um alinhamento entre forças regionais e o que se observa no Congresso.
O PP e o Republicanos, aliados do RS e próximos a pautas defendidas por Van Hattem, votaram pela punição junto a legendas de esquerda. A decisão ocorreu após o parlamentar ocupar a Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025, durante protestos contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Em vídeo nas redes após a sessão, Van Hattem criticou o que chamou de divergência entre o apoio estadual e o comportamento das siglas em Brasília. Ele disse preferir “perder com honra do que ganhar com indignidade” e reforçou o tom de confronto político.
A punição está ligada ao episódio de 2025, quando parlamentares da oposição protestaram contra a prisão domiciliar de Bolsonaro. O relator Moses Rodrigues (União-CE) sustentou que o direito de manifestação não pode inviabilizar o funcionamento do Legislativo.
Caso o plenário confirme a suspensão, Van Hattem ficará sem exercer atividades parlamentares e sem remuneração pelo período definido. A decisão ainda pode passar por etapas de análise no plenário da Câmara.
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