- PT quer destravar o cenário em Minas Gerais após a avaliação de que Rodrigo Pacheco não deve disputar o governo em 2026, considerando repetir a aliança com Alexandre Kalil (PDT).
- Edinho Silva, presidente do PT, afirmou a aliados que Pacheco não deve ser candidato e busca contato final com o senador para esclarecer a posição.
- Kalil evita compromisso com Lula e diz que conversa com várias forças políticas para definir o caminho, mantendo diálogo com diferentes legendas.
- Dirigentes do PT veem Kalil como opção de centro para ampliar a competitividade, mas a relação com Lula complica uma eventual aliança.
- O PT mantém outras vias, como Josué Alencar, enquanto busca formar base para a reeleição de Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.
Diante da sinalização de que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não disputará o governo de Minas em 2026, o PT busca destravar o cenário no estado. A sigla pretende avançar sobre Alexandre Kalil (PDT), que resiste a vincular-se diretamente a Lula. Edinho Silva, presidente nacional do PT, já solicitou contato direto com Pacheco para calibrar o quadro.
No momento, a leitura entre aliados do PT é de baixa probabilidade de candidatura de Pacheco. O próprio senador mantém o silêncio e afirma que só decidirá até o fim de maio. Em conversas recentes, Pacheco agradeceu apoio de apoiadores, mas não confirmou posição.
A indefinição acirra o cronograma eleitoral e reforça a desconfiança interna após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Partidos próximos ao PT passaram a questionar a proximidade entre Pacheco e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado como articulador da derrota.
Reativação de Kalil como saída
O PT reabriu tratativas sobre a possibilidade de repetir a aliança de 2022, quando Kalil disputou o governo de Minas com apoio do partido. A estratégia surge diante do impasse com Pacheco e da necessidade de manter palanque competitivo no estado.
Kalil, no entanto, evita compromissos e diz manter diálogo com diversas forças políticas. Ele afirma conversar com lideranças de diferentes legendas, sem anunciar apoio definitivo. A postura tem como objetivo ampliar o espaço de centro e evitar vinculação direta a Lula.
Interlocutores avaliam que Kalil busca ampliar base de apoio no centro, o que pode favorecer um desempenho político mais estável em um cenário polarizado. A leitura é de que manter o centro ajuda a ampliar competitividade, desde que haja acordo com aliados locais.
Por outro lado, o PT defende um nome que fortaleça o palanque de Lula em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. A escolha de Kalil, nesse contexto, enfrenta resistência de setores do partido que desejam maior alinhamento com o governo federal.
O debate também considera o histórico de Kalil com Lula: aliados apontam que, na eleição de 2022, houve distanciamento que hoje é visto como obstáculo para uma reaproximação mais ampla. O assunto permanece em avaliação entre PT, Kalil e outras siglas.
Outras possibilidades e cenário
Além de Kalil, o PT ainda monitora o empresário Josué Alencar, pela capacidade de diálogo com diferentes segmentos. Contudo, há dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de curto prazo desse nome. O partido busca uma alternativa que garanta palanque sólido para a reeleição de Lula em Minas.
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