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Sucessão no RJ: grupo de Flávio articula obstrução no Congresso com Alcolumbre

Grupo ligado a Flávio Bolsonaro articula obstrução no Congresso para pressionar o STF a definir a sucessão no Rio, com apoio de Davi Alcolumbre

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia participam da manifestação "Acorda Brasil", realizada na Avenida Paulista - 01/03/2026 - (Foto: JEFFERSON AGUIAR/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • Grupos do PL, União Brasil e PP no Congresso planejam obstruir os trabalhos para pressionar o STF a decidir sobre a sucessão no governo do Rio de Janeiro.
  • O objetivo é influenciar o tribunal e manter a possibilidade de continuidade do governo fluminense até as eleições, usando a institucionalidade do Legislativo.
  • O grupo conta com a ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e planeja conversar com ele para tratar da intervenção junto aos ministros do STF.
  • O Palácio Guanabara está sob comando interino de Ricardo Couto, desembargador exonerado de outras funções, enquanto o STF não decide o formato da eleição indireta ou direta para o governo estadual.
  • No STF, o julgamento sobre a forma de escolha do novo governador permanece em andamento, com 4 votos a favor da eleição indireta e 1 voto pela eleição direta, até o momento em que houve pedido de vista.

O grupo ligados a Flávio Bolsonaro articula uma pressão para influenciar a decisão sobre a sucessão do governo do Rio de Janeiro. A estratégia envolve obstrução dos trabalhos no Congresso para levar o STF a definir o caminho de governança fluminense. A movimentação ocorre com apoio de líderes de bancadas na Câmara e no Senado.

A tônica do grupo é manter o controle político no Rio, com apoio de figuras do PL, União Brasil e PP. A ideia é influenciar a linha de atuação do Judiciário e acelerar a decisão sobre a forma de governo no estado, buscando manter a coluna de aliados no poder.

Flávio Bolsonaro esteve no Rio para encontros de apoio a esse objetivo, incluindo participação em culto com líderes locais e deputados. A atuação envolve articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e interlocutores na Câmara.

Contexto do embate institucional

O grupo sinaliza que a obstrução pode contrapor o andamento de propostas prioritárias do Palácio do Planalto, como a agenda de fim da escala 6 x 1. O objetivo é pressionar o STF a decidir rapidamente sobre a forma de escolha do novo governador fluminense.

Integrantes do grupo defendem que a solução seja definida pelo STF, não por nomeações que possam dar legitimidade a medidas provisórias. A ideia é evitar a confirmação de substituição do governador por meio de decisão sem consulta popular.

A Cunhagem envolve o ex-vice-governador Thiago Pampolha, que renunciou para ocupar vaga no TCE, e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, cuja situação jurídica complica a composição da linha sucessória. A configuração atual aponta para Couto no comando até decisão final.

Perspectiva jurídica e política

O STF mantém o julgamento sobre a eleição indireta para o governo do Rio em andamento, com votos já registrados em favor da eleição indireta, enquanto há divergência em relação ao modelo direto. A maioria dos ministros aponta para necessidade de definição institucional.

Enquanto o processo não é concluído, o Palácio Guanabara permanece sob gestão de Ricardo Couto, apontado como destinatário da cadeira por vacância. A obstrução no Congresso é estudada como forma de ampliar a pressão até a decisão final.

A expectativa é que a análise do STF se encerre com definição que impacte o planejamento eleitoral no estado, incluindo a estratégia de manter ou ajustar o cronograma de transição. O tema segue sob escrutínio público e institucional.

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