- Em 2013, o primeiro ministro Viktor Orbán proibiu a venda de tabaco em lojas privadas, impondo a venda apenas em estabelecimentos licenciados pelo estado, totalizando cerca de cinco mil pontos.
- As lojas estatais criadas tinham logotipo marrom e eram restritas a menores de dezoito anos, com anúncios praticamente limitados, sob a justificativa de anticigarro.
- Investigações apontaram que, apesar da proibição, as licenças teriam favorecido pessoas ligadas ao partido Fidesz, incluindo familiares de aliados do governo.
- Em alguns casos, parentes de autoridades e membros ligados ao Fidesz teriam recebido concessões para atuar nesses pontos de venda.
- A matéria afirma que, além de questões de saúde pública, a medida teve motivações políticas e de controle econômico associadas ao governo.
O governo de Viktor Orbán implementou, em 2013, uma política de proibição de venda de tabaco em lojas privadas. As lojas autorizadas passaram a operar com licenças estatais, com fachadas ocultas e logotipo marrom, em cerca de 5 mil pontos pelo país. A medida foi apresentada como antitabagismo, restrita a maiores de 18 anos e com poucas formas de propaganda.
A meta era deslocar lucros para o interior do país, conforme a leitura oficial. Porém, a tendência de licenças favorecendo pessoas ligadas ao partido de Orbán, o Fidesz, gerou controvérsia. A imprensa destacou casos de favorecimentos a contatos próximos ao governo.
O esquema gerou críticas sobre favorecimento político na distribuição de concessões. Relatos apontam que o irmão de um motorista de um ministro recebeu várias concessões. Em outra localidade, o filho de 19 anos de um prefeito obteve três licenças, enquanto a mulher do chefe do município conquistou duas.
Contexto e desdobramentos
A narrativa indica que a medida teve impacto em pequenos comerciantes, com muitos fechando as portas. Defensores do governo argumentam que a política buscava reduzir o consumo de tabaco e fortalecer a economia local. Autores independentes veem ligações entre políticas públicas e redes de apoio político.
Segundo informações disponíveis, Orbán respondeu à época afirmando não haver corrupção exclusiva, citando vencedores também de partidos oposicionistas. Ainda assim, a discussão persiste sobre a transparência da distribuição de licenças e possíveis conflitos de interesse.
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