- A Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero para investigar o senador Ciro Nogueira, suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional.
- A investigação envolve possíveis vantagens recebidas pelo parlamentar vinculadas ao antigo Banco Master, com mandados de busca e apreensão cumpridos em diferentes estados.
- A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
- Ciro Nogueira foi proibido de manter contato com investigados e testemunhas; o irmão dele, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também passou a ser investigado e deverá usar tornozeleira eletrônica.
- Nogueira foi reeleito senador em 2018 com 897.959 votos (cerca de 29,9% dos válidos no Piauí); é presidente nacional do Progressistas e atuou como ministro da Casa Civil entre 2021 e 2022.
O senador Ciro Nogueira, ex-ministro de Jair Bolsonaro, é alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal. A apuração envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. A PF busca aprofundar investigações sobre o antigo Banco Master e possíveis vantagens indevidas ao parlamentar.
A operação contou com mandados de busca e apreensão em diferentes estados do Brasil. Segundo os investigadores, Nogueira teria usado o mandato para beneficiar o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco investigado. Também há suspeitas de pagamentos mensais e custeio de despesas pessoais vinculados ao senador.
Além do próprio Ciro Nogueira, o irmão dele, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também passou a ser investigado. A Justiça determinou que o irmão use tornozeleira eletrônica. Nogueira foi reeleito ao Senado em 2018 com 897.959 votos, representando cerca de 29,9% dos votos válidos no Piauí.
Ciro Nogueira é natural de Teresina, 1968, e já ocupou o cargo de ministro da Casa Civil entre 2021 e 2022, no governo Bolsonaro. Ele presidiu o Progressistas, partido do qual é dirigente nacional, e figura entre as principais lideranças do Centrão.
A defesa do senador afirmou que ele não teve envolvimento em atividades ilegais e permanece disponível para colaborar com as autoridades. A avaliação da defesa é de que a operação é injustificada e que não houve participação em irregularidades.
Caso haja novas informações, a PF deve divulgar desdobramentos oficiais, com detalhes sobre a relação entre o parlamentar, o empresário e o Banco Master. As autoridades também não indicaram prazo para conclusão das diligências.
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