- Em 30 anos, todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro foram presos, cassados, tiveram impeachment ou ficaram inelegíveis, destacando a instabilidade no Palácio Guanabara.
- O caso mais recente envolve Claudio Castro (PL), que renunciou um dia antes de o TSE declarar-lhe inelegível em processo sobre uso da Fundação Ceperj.
- Anteriores, Wilson Witzel sofreu impeachment; Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral foram presos na Operação Lava Jato; Rosinha Garotinho e Anthony Garotinho também foram alvo de prisões.
- Moreira Franco também foi preso em investigação ligada à Lava Jato; o último presidente da Assembleia Legislativa perdeu o mandato e enfrentou investigações.
- Couto, há pouco mais de dois meses no cargo, promoveu demissões em massa e pente-fino em contratos, o que gerou debate sobre impactos nas políticas públicas.
Em 30 anos, todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro enfrentaram problemas que resultaram em prisão, cassação, impeachment ou inelegibilidade. A série de crises marcou o Palácio Guanabara e consolidou uma via de instabilidade permanente.
O caso mais recente envolve Cláudio Castro, que renunciou um dia antes de o TSE declarar sua inelegibilidade em processo sobre uso da Fundação Ceperj para fins eleitorais. A decisão poderia tê-lo afastado da vida pública.
Antes dele, Wilson Witzel foi o primeiro governador desde a redemocratização a sofrer impeachment. A condenação ocorreu por irregularidades no uso de recursos durante a pandemia.
Outros pesos pesados do Rio também aparecem na relação: Luiz Fernando Pezão foi preso ainda no cargo, acusado na Operação Lava Jato, que levou à prisão de Sérgio Cabral, seu antecessor.
Rosinha Garotinho e Anthony Garotinho também passaram por investigações da Polícia Federal, com prisões e desdobramentos que impactaram o governo estadual. Moreira Franco também teve prisão relacionada à Lava Jato.
As investigações indicam um padrão de desgaste institucional, com decisões sob escrutínio público envolvendo a gestão estadual, o Legislativo e o Executivo. Especialistas ressaltam a necessidade de clarificação institucional para frear a instabilidade.
Couto, no cargo há pouco mais de dois meses, promoveu uma reestruturação ampla no governo. Ele trocou políticos por técnicos, demitiu presidentes de autarquias e reduziu cargos comissionados em meio a auditorias de contratos.
A troca de rumo buscou reduzir gastos e melhorar controles, mas especialistas alertam para potenciais impactos negativos em políticas públicas. A mudança pode afetar a continuidade de ações de governo.
A temporada de mudanças também inclui alterações no corpo técnico e nos mecanismos de controle, com foco em responsabilização e eficiência administrativa. O objetivo declarado é evitar repetição de erros do passado.
Especialistas reforçam que o eleitor precisa acompanhar as ações do Legislativo e do Executivo para entender se o Rio sai da rota de crises recorrentes. O momento exige transparência e prestação de contas contínuas.
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