- Deputadas do Psol Erika Hilton e Sâmia Bomfim anunciaram que acionam a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo e a Corregedoria da PM, respectivamente, após a desocupação da reitoria da USP pela PM.
- A operação ocorreu na madrugada de domingo, com cerca de cinquenta policiais, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.
- Quatro pessoas foram encaminhadas ao 7º Distrito Policial, prestaram depoimento e foram liberadas.
- Erika Hilton questiona a versão da universidade de que não houve aviso prévio sobre a ação; Sâmia pediu apuração da conduta da PM pelo Ministério Público.
- A USP informou ter comunicado a ocupação à Secretaria de Segurança Pública, mas não ter sido avisada previamente pela PM sobre a desocupação; a Secretaria afirmou que eventuais denúncias de excesso serão apuradas.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou que acionará a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo contra o governo de Tarcísio de Freitas, a PM e a reitoria da USP. A medida acompanha a atuação policial que desocupou a reitoria na madrugada de 10 de maio de 2026. A ação ocorreu em São Paulo, após estudantes ocuparem o espaço desde 7 de maio, para reivindicar melhorias em políticas de permanência estudantil.
Sâmia Bomfim (Psol-SP) confirmou que também recorrerá à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público para apurar a conduta da operação. As deputadas destacaram que a atuação policial foi objeto de controvérsia e de queixas sobre suposta truculência.
A desocupação aconteceu com a participação de cerca de 50 policiais, segundo a PM, que afirmou ter levado quatro pessoas ao 7º Distrito Policial para depoimento, das quais posteriormente foram liberadas. A DCE Livre da USP informou que bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes foram utilizados, e que houve feridos, segundo a entidade.
Versões em disputa
A USP informou que comunicou a ocupação à Secretaria de Segurança Pública em 7 de maio, mas afirmou não ter sido avisada previamente pela PM sobre a desocupação realizada na madrugada de 10 de maio. A reitoria também afirmou ter mantido diálogo com os estudantes nos dias anteriores, porém disse que as negociações atingiram um limite diante de reivindicações consideradas administrativas demais.
A Secretaria de Segurança Pública reiterou que eventuais denúncias de excessos serão rigorosamente apuradas. As informações oficiais apontam que não houve decisão judicial de reintegração de posse divulgada até o momento.
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