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Luciana Genro diz que PSOL enfrentou batalha de vida ou morte

Genro afirma que vitória de Boulos na federação com o PT poderia extinguir a razão de existir do PSOL, mantendo o partido independente do PT

Luciana Genro | Fernando Gomes/ALRS
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  • Luciana Genro, deputada estadual pelo Psol no Rio Grande do Sul, disse que houve uma “batalha de vida ou morte” dentro do partido contra Guilherme Boulos, que defendia federação com o PT.
  • Ela afirmou que, se Boulos tivesse vencido, a razão de existir do Psol poderia desaparecer, tornando-se apenas mais um partido da centro-esquerda.
  • Genro também criticou o PT, dizendo que, para ela, o partido hoje é de centro-esquerda e busca gerenciar o capitalismo, não mantendo uma esquerda tradicional.
  • O Psol foi criado em 2004 a partir de dissidência do PT e, desde dois mil e vinte e dois, integra uma federação com a Rede Sustentabilidade, renovada em março de dois mil e vinte e seis por mais quatro anos.
  • Em sete de março, o diretório nacional do Psol votou, por setenta e cinco por cento dos votos, contra a federação com o PT; a posição contou com resistência de setores mais à esquerda ligados à Revolução Solidária, grupo de Boulos e Sonia Guajajara.

Luciana Genro, uma das fundadoras do PSOL, afirmou na sexta-feira, 8 de maio de 2026, que houve uma batalha de vida ou morte para a sigla diante da defesa de uma federação com o PT feita por Guilherme Boulos. A declaração foi dada em entrevista ao programa Manhã Brasil, do Farol Brasil.

A deputada gaúcha destacou que o futuro e a independência do PSOL estavam em jogo na disputa interna. Ela disse que, se Boulos tivesse vencido, a identidade do PSOL correria risco de se tornar apenas mais uma força dentro do espectro da centro-esquerda.

O PSOL, fundado em 2004 como dissidência do PT, mantém desde 2022 uma federação com a Rede Sustentabilidade. Em março de 2026, esse acordo foi renovado por mais quatro anos, com o grupo ligado a Boulos contestando a relação com o PT.

Contexto da decisão interna

O PSOL votou contrariamente à federação com o PT em 7 de março, por 75% dos votos. A resolução contou com apoio de setores da esquerda, contrariando o grupo Revolução Solidária, ligado a Boulos e a Sonia Guajajara, ex-ministra indígena e pré-candidata do PSOL à Câmara.

A deputada Genro reforçou que o PSOL defende uma linha de independência em relação ao PT, e que a vitória da federação poderia ferir esse posicionamento estratégico. O PSOL continua, portanto, sob o argumento de manter autonomia programática.

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