- Lula propõe a criação de um grupo de trabalho internacional para combater o crime organizado, com participação de países, após reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante viagem aos Estados Unidos.
- Governo lançará, na próxima semana, o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”, incluindo o grupo de trabalho com base em Manaus (AM) e participação dos Estados Unidos, se houver interesse.
- A PEC da Segurança Pública completa dois meses no Senado sem despacho; a Câmara já aprovou a proposta, que aguarda análise da Casa Alta.
- A agenda de segurança ganhou impulso após a megaoperação policial no Rio de Janeiro em outubro do ano passado e também envolve a Lei Antifacção, sancionada.
- A relação entre Planalto e Congresso permanece tensa, com dificuldades para acelerar a PEC antes das eleições e com disputas sobre competências entre estados e União.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs criar um grupo de trabalho internacional para discutir o combate ao crime organizado, alinhando a PEC da Segurança Pública ao tema. A proposta é apresentada dois meses após a PEC chegar ao Senado.
Lula mencionou a ideia durante viagem aos Estados Unidos, na semana passada, ao encontro com o presidente Donald Trump. Ele afirmou que o grupo seria forte, com participação de diferentes países, para compartilhar expertise na área. Segundo o presidente, o Brasil tem experiência e uma Polícia Federal forte.
O governo planeja lançar na próxima semana o plano Brasil Contra o Crime Organizado. O grupo de trabalho terá base em Manaus (AM) e deve incluir representantes de polícias de países da América do Sul; Estados Unidos poderá participar se houver interesse.
Situação no Congresso
A PEC da Segurança permanece na pauta do Senado desde março, aguardando despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A relação entre Executivo e Legislativo continua tensa, com resistência interna à proposta e debates sobre autonomia estadual na segurança.
Enquanto a Câmara aprovou a PEC, o Senado ainda analisa o texto, que envolve a integração entre a Polícia Federal e entes estaduais, além de criar o SUSP e os fundos de segurança. Governadores apontam a necessidade de manter competências locais e financiar melhor a área.
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