- Pesquisa Genial/Quaest de 21 a 28 de abril, em dez estados, ouviu 11.646 pessoas e mostra divisão entre Lula e Flávio Bolsonaro, com foco nas regiões e cenários.
- Em primeiro turno, Lula lidera na Bahia, Ceará e Pernambuco; Flávio aparece na frente apenas no Paraná, enquanto Goiás registra empate entre os dois dentro da margem de erro (com Lula acima).
- No segundo turno, a tendência mostra a esquerda forte no Nordeste e a direita ganhando proximidade no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com Flávio tendo vantagem expressiva no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.
- Minas Gerais aparece como caso de empate técnico no segundo turno (Lula lidera numericamente), com Lula 39% e Flávio 36%.
- No Nordeste, Lula mantém força histórica, vencendo em Pernambuco (57% a 23% para Flávio) e Bahia (55% a 22%), enquanto no Pará Lula tem vantagem menor (43% a 36% para Flávio).
A Genial/Quaest divulgou, no fim de abril, um panorama sobre a corrida presidencial em 10 estados brasileiros. A pesquisa, com 11.646 entrevistas entre 21 e 28 de abril, aponta onde Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com vantagem, empate ou dificuldade, em cenários de primeiro turno e segundo turno.
O levantamento foca em estados-chave: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Ceará, Goiás e Pará. A ideia é entender o peso regional de cada candidato e como isso pode influenciar o resultado nacional.
No primeiro turno, Lula tem melhores posições na Bahia, Ceará e Pernambuco. Flávio aparece à frente apenas no Paraná. Nos demais estados, a disputa fica tecnicamente empatada, com exceção de Goiás, onde Ronaldo Caiado lidera numericamente, mas com Flávio próximo dentro da margem de erro.
Sul e Sudeste
A frente de Flávio Bolsonaro é expressiva no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. No RS, a vantagem chega a 26 pontos percentuais na simulação de segundo turno. No Paraná, a diferença é de 20 pontos em favor de Flávio.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral, Flávio lidera por mais de 10 pontos no segundo turno. O Rio de Janeiro também aponta vantagem semelhante ao Sul para o candidato do PL. Goiás registra vantagem de 13 pontos para Flávio no segundo turno, acompanhando o impulso da direita no agronegócio.
- Rio Grande do Sul: Flávio 57%, Lula 31%, branco/nulo 7%, indecisos 5%
- Paraná: Flávio 50%, Lula 30%, branco/nulo 12%, indecisos 8%
- São Paulo: Flávio 47%, Lula 35%, branco/nulo 14%, indecisos 4%
- Rio de Janeiro: Flávio 45%, Lula 32%, branco/nulo 15%, indecisos 8%
- Goiás: Flávio 47%, Lula 34%, branco/nulo 13%, indecisos 6%
Minas Gerais
Minas é vista como estado-pêndulo, com o candidato líder no segundo turno. Lula aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro, o que mantém o cenário bastante equilibrado.
- Minas Gerais: Lula 39%, Flávio 36%, branco/nulo 20%, indecisos 5%
Nordeste e Norte
Lula mantém força histórica no Nordeste, onde venceu nos nove estados em 2022. Pernambuco e Bahia mostram desempenho expressivo a favor do petista. No Pará, único estado do Norte pesquisado, Lula lidera, mas com vantagem menor e próxima da margem de erro.
- Bahia: Lula 55%, Flávio 22%, branco/nulo 15%, indecisos 8%
- Ceará: Lula 56%, Flávio 28%, branco/nulo 11%, indecisos 5%
- Pernambuco: Lula 57%, Flávio 23%, branco/nulo 14%, indecisos 6%
- Pará: Lula 43%, Flávio 36%, branco/nulo 12%, indecisos 9%
Contexto de segundo turno
Os cenários de segundo turno voltam a repetir a leitura de eleições anteriores: a direita avança no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto a esquerda mantém força no Nordeste. O Norte aparece como território de disputa com menor vantagem para Lula.
A pesquisa da Genial/Quaest recolhe, assim, um conjunto de pontos: Lula conserva base histórica no Nordeste, aumenta vantagem em estados como Pernambuco e Bahia, e enfrenta resistência em parte do Sul e Sudeste. Flávio Bolsonaro mostra consistência de performance no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com maior atratividade nos estados que concentram o agronegócio.
Fonte: Genial/Quaest, dados coletados entre 21 e 28 de abril em 10 estados. A consulta cobre os principais colégios eleitorais do país, com foco em cenários de primeiro e segundo turnos.
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