- Putin afirmou, em coletiva após o Dia da Vitória em Moscou, que, entre os políticos europeus, preferiria conversar com Gerhard Schröder, sugerindo possível papel de mediador; o presidente russo também disse acreditar que a guerra estaria próxima do fim.
- Schröder, ex-chanceler da Alemanha entre 1998 e 2005, é criticado por manter laços próximos com Putin e por ligações financeiras com a indústria energética russa, incluindo participação em empresas ligadas ao Kremlin.
- Governos alemão e europeus consideraram o comentário de Putin como oferta simbólica dentro de uma estratégia híbrida da Rússia, dizendo que a Alemanha não se deixará dividir.
- O SPD já tentou expulsar Schröder e o Bundestag reduziu alguns benefícios do ex-chanceler; ele também autorizou em seu governo garantias para o gasoduto Nord Stream.
- Especialistas do SPD ressaltaram que a proposta deve ser avaliada com cuidado, em consulta com parceiros europeus, para decidir a viabilidade de Schröder atuar como mediador.
Putin sugere ex-chanceler alemão como mediador da paz na Ucrânia
Durante a coletiva de imprensa após as comemorações do Dia da Vitória em Moscou, neste sábado (9/5), Vladimir Putin afirmou que, entre políticos europeus, preferiria conversar com Gerhard Schröder. O líder russo afirmou também acreditar que a guerra estaria caminhando para o fim.
Schröder, ex-chanceler da Alemanha (1998-2005) e aliado próximo de Putin, tem sido alvo de críticas por manter laços com o Kremlin. No cenário alemão, fontes do governo classificaram o comentário como parte de “ofertas simbólicas” da Rússia, sem sinal de mudança de postura oficial alemã.
Reação e contexto na Alemanha
O ex-chanceler, hoje com 82 anos, enfrenta ostracismo político no país por ligações com empresas russas e pela condução de políticas energéticas. O Bundestag chegou a reduzir alguns benefícios de Schröder, após seu afastamento do cargo.
Schröder esteve ligado ao Nord Stream, gasoduto que liga a Rússia diretamente à Alemanha. Desde o início da guerra na Ucrânia, ele ocupou cargos em empresas russas de energia, até ser alvo de críticas por não denunciar a invasão.
Política e possíveis desdobramentos
Especialistas do SPD preferem analisar a proposta com cautela, avaliando se a participação do ex-chanceler pode favorecer negociações. A ideia exige coordenação com parceiros europeus e não está descartada, segundo a leitura de defensores da cooperação transnacional.
As fontes alemãs lembram que a Rússia não alterou suas exigências para retornar às negociações. A Europa e os EUA mantêm equipes de negociação coordenadas, com a Ucrânia disponível para diálogo, juntamente com o grupo E3 (Alemanha, França, Reino Unido).
Observações finais sobre o contexto
Putin sinalizou disposição para conversar diretamente com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, desde que o encontro ocorra em Moscou e com um acordo de paz duradouro. Zelenski descartou viagens a Moscou, mantendo a negociação como condição externa.
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