- Um bolsonarista publicou vídeo supostamente bebendo detergente da marca Ypê após a decisão da Anvisa de recolher lotes por risco de contaminação microbiológica.
- A medida atinge detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados pela unidade Química Amparo, em São Paulo, com lotes que terminam em 1.
- A Anvisa informou que as irregularidades afetam as boas práticas de fabricação e podem representar risco à saúde; inspeções apontaram falhas no controle de qualidade.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a Anvisa não tem lado político e alertou para os riscos de conteúdos nas redes.
- A Ypê obteve suspensão temporária da decisão na Justiça; a Anvisa recomenda não usar os produtos mesmo assim.
Um vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (10/5) mostra um homem supostamente bebendo detergente da marca Ypê dentro de um carro, em tom crítico aos apoiadores do presidente Lula. O registro circula em plataformas associadas ao bolsonarismo.
A gravação surge após a Anvisa anunciar, na terça-feira (5/5), o recolhimento e a suspensão de lotes de produtos Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi tomada com base em inspeções de vigilância sanitária integradas a órgãos estaduais e municipais.
Bolsonaristas passaram a defender a marca sem provas, alegando uso político da Anvisa. Internautas publicaram vídeos com práticas associadas à promoção da marca, atribuindo motivações partidárias à agência.
Recolhimento e suspensão de lotes
A medida envolve detergentes, sabões líquidos para roupa e desinfetantes fabricados na unidade de Química Amparo, interior de São Paulo. Todos os lotes com numeração terminada em 1 foram afetados.
Itens atingidos pela medida incluem LAVA LOUÇAS YPÊ CLEAR CARE, YPÊ, e versões com enzimas ativas, além de linha TIXAN YPÊ voltada a roupas e desinfetantes da linha ATOL e Bak Ypê.
Consumidores foram orientados, inicialmente, a interromper o uso dos produtos. Nesta sexta-feira (8/5), a Ypê obteve suspensão temporária da decisão da Anvisa pela Justiça, até novo pronunciamento.
Posicionamento de autoridades
A Anvisa reiterou que a decisão respeita proteção à saúde e decorre de avaliação de risco sanitário. A agência indicou falhas nos controles de qualidade e processos de fabricação, com risco potencial de contaminação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a politização do caso, destacando que a Anvisa não tem lado partidário. Ele pediu cautela com conteúdos divulgados nas redes e afirmou que a Anvisa avalia medidas legais sobre o episódio.
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