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Defensores criticam plano de Trump de abrir 24 mi de acres federais à pastagem

Ação civil busca impedir plano de abrir até 24 milhões de acres de terras federais à pastagem, acusando de ameaçar espécies protegidas e habitats

Cattle are seen grazing in a field on 13 June 2023 in Quemado, Texas.
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  • O governo de Donald Trump planeja abrir até 24 milhões de acres de terras federais para pastagem de gado, segundo memorando de entendimento assinado em março.
  • Organizações ambientais contestam a medida, afirmando que beneficia grandes produtores em detrimento de animais silvestres protegidos e de espécies em risco.
  • A proposta pode incluir áreas de parques nacionais sensíveis, como o Grand Canyon, além de licenciamentos em paisagens protegidas.
  • A Center for Biological Diversity afirma que o plano foi acelerado sem consultar o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e prevê impactos negativos para lobos, ursos e peixes.
  • A CBD tem 60 dias para que a administração responda à notificação de ação judicial; caso não haja resposta, pode levar o caso a um tribunal federal para revisar os impactos na fauna protegida.

O Centro para Diversidade Biológica (CBD) apresentou uma Notificação de Intenção de Processar para impedir o plano da administração Trump de abrir até 24 milhões de acres de terras federais para pastagem de gado. A ação busca interromper o uso emergencial das terras para lotação de gado sem consulta ao U.S. Fish and Wildlife Service, conforme exigido pela Endangered Species Act. A medida envolve áreas sensíveis, incluindo parte do Grand Canyon e outros locais de proteção.

A proposta, articulada por meio de um Memorando de Entendimento assinado em março pelo Bureau of Land Management, prevê acelerar a pastagem onde hoje não é permitida. O CBD argumenta que o plano pode ampliar conflitos entre pecuaristas e predadores, além de prejudicar espécies ameaçadas para as quais há proteção legal.

A organização acusa a administração de priorizar grandes produtores agrícolas em detrimento de vida selvagem e habitats. A CBD sustenta que a expansão aumentaria a degradação ecológica e que o relatório de impactos não foi devidamente considerado pelas autoridades responsáveis.

O que está em jogo

Dados de campo indicam danos a habitats críticos em milhares de milhas de rios, com restos de alimentação e excreta de animais afetando ecossistemas. Estima-se que o manejo inadequado de pastagens reduza a cobertura vegetal essencial para espécies vulneráveis.

Implicações legais e regulatórias

A CBD afirma que o plano foi acelerado sem consulta formal, o que pode violar a legislação ambiental. Caso a Justiça determine uma revisão, o governo terá de avaliar impactos sobre espécies protegidas antes de avançar.

Reação de órgãos e parte interessada

A Bureau of Land Management não comentou o caso. Analistas destacam que o plano visa ampliar autorizações de uso de animais em áreas remotas, com o objetivo declarado de não ter perda líquida de meses- Animal Unit em cada allotment.

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