- Democratas da Virgínia recorreram à Suprema Corte dos Estados Unidos para restabelecer o mapa da Câmara desenhado para ampliar as chances do partido.
- A Suprema Corte da Virgínia anulou, em oito de maio, o novo mapa que transformaria quatro vagas republicanas em distritos favoráveis aos democratas.
- A decisão, por quatro votos a três, rejeitou a medida apoiada pelos democratas e aprovada pelos eleitores em abril.
- Os democratas afirmaram que a decisão estadual violou o procedimento, ao acelerar a aprovação do referendo antes da eleição de novembro.
- O caso ocorre em meio a uma disputa de redistritamento no meio da década, com republicanos tentando manter o controle do Congresso.
Democratas da Virgínia recorreram à Suprema Corte dos EUA na segunda-feira (11) para tentar restabelecer um mapa eleitoral que favoreça o partido na Câmara. A iniciativa acontece enquanto o grupo busca ampliar chances de retomar o controle da Casa nas eleições de novembro.
A ação questiona a decisão da Suprema Corte estadual, que revogou, em 8 de maio, o redesenho aprovado para transformar quatro cadeiras republicanas em distritos com vantagem democrata. O objetivo é alterar o panorama das disputas parlamentares no estado.
A decisão da corte estadual, por 4 votos a 3, rejeitou uma medida apoiada pelos democratas e aprovada pelos eleitores em abril. A votação considerou que o referendo não seguiu o procedimento adequado para aprovação antes da eleição.
Os democratas, liderados por Don Scott, afirmaram que a decisão anterior privou eleitores, candidatos e o estado do direito a distritos congressionais legalmente aprovados. Alegam violação de normas que limitam a intervenção judicial em eleições.
A defesa lembra uma decisão da Suprema Corte dos EUA de 2023, que orienta tribunais estaduais a não extrapolar a revisão judicial e não assumir poderes da legislatura para regular eleições federais. O caso envolve o redistritamento em meio à década.
O redistritamento, processo de redesenho de distritos, segue a dinâmica do censo realizado a cada 10 anos. Tradicionalmente, caberia às legislaturas estaduais conduzir o procedimento no início de cada década.
A disputa na Virgínia ocorre em meio a um cenário federal onde os republicanos mantêm vantagem no Senado e o Congresso continua com controle apertado. A mobilização de redesenhos tem ganhado força desde o ano passado.
Na prática, o movimento envolve mudanças que podem impactar o mapa de poder em votações futuras, principalmente em estados com histórico de disputas partidárias acirradas e decisões judiciais relevantes sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade