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Lei institui 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

Lei sancionada institui o Dia Nacional em memória das vítimas da Covid-19 em 12 de março; cerimônia no Planalto e debate sobre responsabilização por desinformação

Manaus (AM) 28/05/2024 - ATENÇÃO foto feita em 05.06.2020 - Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida. Foto: Marcio James/Semcom/Arquivo
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  • A lei que institui o Dia Nacional em memória das vítimas da Covid-19 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira, 11, em cerimônia no Palácio do Planalto.
  • O dia escolhido é 12 de março, data em que foi registrada a primeira vítima da doença no Brasil, a técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, em São Paulo.
  • O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.
  • No mês passado, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Memorial da Pandemia, dedicado às mais de 700 mil vítimas da Covid-19, no Centro Cultural do Ministério da Saúde.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as coberturas vacinais melhoraram desde 2023, com todas as campanhas acima de 90 por cento.

A lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 foi sancionada nesta segunda-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto. O objetivo é preservar a memória das pessoas que perderam a vida para a doença.

O dia escolhido é 12 de março, data que lembra a primeira vítima registrada no Brasil, a técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, em São Paulo. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.

A cerimônia contou com a participação de representantes de associações de familiares de vítimas da covid-19, que também cobram responsabilização de profissionais e setores que contribuíram para a disseminação de desinformação sobre vacinas e tratamentos.

O presidente Lula criticou a condução da pandemia pelo governo anterior e citou episódios envolvendo a utilização de cloroquina e alegações sobre efeitos das vacinas, destacando a necessidade de reconhecimento das vítimas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que muitos brasileiros conheceram alguém que morreu pela covid-19 e ressaltou a importância da data como momento de debate sobre enfrentamento de futuras pandemias e apoio às famílias.

Memorial da Pandemia

No mês passado, o Ministério da Saúde inaugurou o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, para homenagear as mais de 700 mil vítimas da covid-19 no país. O espaço fica no Centro Cultural do Ministério da Saúde.

O memorial integra o edifício reaberto após obras de recuperação, com investimento de cerca de 15 milhões de reais. A iniciativa busca ampliar o reconhecimento público às vítimas e promover reflexão sobre o impacto da pandemia.

O Ministério afirma que, desde o início da vacinação, houve melhoria nos índices. Segundo Padilha, a cobertura vacinal infantil, que estava abaixo de 80% em 2023, hoje supera 90% em todas as faixas etárias, fruto de parcerias entre estados, municípios e profissionais de saúde.

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