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Leilão de baterias não acontece; empresas veem ano perdido

Atraso na publicação das diretrizes do leilão de baterias aumenta incerteza de empresas e pode atrasar a janela de oportunidades no setor

Cadê o leilão de baterias? Empresas temem “ano perdido”
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  • O Ministério de Minas e Energia não publicou as diretrizes do leilão de baterias, prometido para abril, gerando atraso e cobrança por parte de empresas interessadas.
  • Técnicos estimam que leve pelo menos seis meses entre divulgação das regras e a licitação, que precisa passar pela Agência Nacional de Energia Elétrica, consultas públicas e publicação de edital.
  • A ABSAE alerta para o risco real de o leilão não sair neste governo; empresas como AXIA Energia, ISA Energia e Engie avaliam participar, enquanto Tesla, BYD, CATL, Huawei e WEG disputam os equipamentos.
  • O leilão visa armazenar excedentes de geração eólica e solar para atender o pico noturno, com estimativas de custo e dúvidas sobre financiamento e conteúdo local.
  • Debates sobre quem paga a conta e regras de conteúdo local atrasam o processo; parlamentares, como o deputado Danilo Forte, defendem sustar o leilão de capacidade, criando incerteza energética em ano eleitoral.

O Ministério de Minas e Energia é cobrado a acelerar o leilão de baterias para armazenar energia no País. O presidente do órgão ficou devendo diretrizes oficiais e data para a disputa, prevista para abril, segundo fontes do setor. A indefinição foi registrada mesmo com a participação de grandes fabricantes mundiais.

A demora provoca apreensão entre empresas interessadas, que temem perder uma janela de oportunidade. Técnicos do mercado estimam que, em licitações públicas do setor elétrico, levam-se pelo menos seis meses entre divulgação das regras e a abertura das propostas.

A disputa envolve o ministro Alexandre Silveira e o governo federal, além de associações como a ABSAE. O diretor-executivo Fábio Monteiro aponta risco real de que o histórico primeiro leilão de baterias não se realize neste Governo, caso o cronograma não seja apresentado rapidamente.

Questões e players

Empresas como AXIA Energia, ISA Energia e Engie avaliam participar da concorrência, que poderá ofertar contratos de até dez anos. Fabricantes como Tesla, BYD, CATL, Huawei e WEG disputam o fornecimento de equipamentos. A ideia é combinar armazenamento com geração e reduzir custos.

O objetivo do leilão é armazenar excedentes de energia eólica e solar durante o dia para reinjetar na rede no pico noturno. Em paralelo, há questionamentos sobre quem arcará com os custos e sobre regras de conteúdo local.

O governo realizou, no passado, leilões de capacidade para reforçar o sistema elétrico, contratando termelétricas e expansões hidrelétricas. Técnicos divergem sobre o volume necessário para evitar blecautes no fim do dia, porém apontam que o leilão de baterias pode reduzir custos.

Parlamentares, como Danilo Forte, defendem sustar o leilão de capacidade de março, argumentando custos elevados. Em meio ao ano eleitoral, há incertezas sobre o andamento da licitação e sobre possíveis mudanças de governo após as eleições.

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