- Lula exibiu um dossiê do Ministério da Saúde sobre a gestão da pandemia de Covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto.
- O documento, chamado Gestão Bolsonaro e a Pandemia de Covid-19, reúne declarações de Bolsonaro e notícias organizadas por tema.
- Entre os capítulos estão alegações sobre descaso com mortes de crianças, ataque à vacinação infantil e a ligação de vacinas com Aids, além da afirmação de que “a pressa da vacina não se justifica” (dezembro de 2020).
- Lula pediu que militantes distribuam o material e cobrou que os responsáveis pela condução da pandemia sejam identificados publicamente.
- O presidente criticou três dos quatro ministros da Saúde do período — Mandetta, Teich e Pazuello — e afirmou que cerca de 400 mil das 700 mil mortes poderiam ter sido evitadas.
Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, Lula exibiu um dossiê produzido pelo Ministério da Saúde sobre a gestão da pandemia de Covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro. O presidente pediu que militantes divulguem o material, afirmando que nele constam críticas às declarações feitas ao longo de dois anos de crise sanitária.
O conteúdo, intitulado Gestao Bolsonaro e a Pandemia de Covid-19, reúne declarações de Bolsonaro e notícias da época, organizadas por tema. Entre os capítulos estão alegações sobre o suposto descaso com mortes infantis, críticas à vacinação infantil e suposta pressão contra a atuação de servidores da Anvisa, além da associação de vacinas com a Aids.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que é importante identificar publicamente os responsáveis pela condução da pandemia. Ele afirmou que sem cravar nomes o passado não é compreendido plenamente e que a omissão poderia favorecer repetição de erros em futuras crises de saúde.
Lula avaliou que a omissão de entidades médicas e sindicais contribuiu para o esquecimento dos fatos. O presidente sugeriu que apenas nomeando os responsáveis o debate público seria mais efetivo. Ele estimou que, com os cuidados adequados, cerca de 400 mil das 700 mil mortes poderiam ter sido evitadas.
Participaram da cerimônia o ministro Alexandre Padilha, a primeira-dama Janja Lula da Silva e representantes de associações de vítimas. Janja emocionou-se ao mencionar a perda da mãe pela Covid-19 e afirmou a revolta diante de casos de pessoas envolvidas no tema ainda em atividade pública.
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