- Em Nova York, durante o evento Brasil em Pauta, o presidente do conselho do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, defendeu reforma do estado de bem‑estar social brasileiro, incluindo a Previdência.
- Disse que a reforma precisa ser um processo contínuo e não deve ser tema de campanha eleitoral.
- Afirmou a necessidade de reconfigurar os programas sociais, aglutiná-los para ter métricas adequadas e entender o que cabe no orçamento.
- Observou que o pacto das gerações não sustenta mais a previdência, com menos trabalhadores com carteira assinada e mais autônomos.
- Alertou que políticas monetária e fiscal devem andar na mesma direção; juros reais de 10% são proibitivos.
O presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, defendeu nesta segunda-feira, 11, no evento Brasil em Pauta Nova York, a continuidade da reforma do estado de bem-estar social brasileiro, incluindo a Previdência. A conferência ocorreu em Nova York, durante a Brazil Week, promovida pelo Estadão.
Trabuco afirmou que a reforma previdenciária precisa ser um processo permanente e não pode figurar como tema de campanha eleitoral. Ele também destacou a necessidade de unificar programas sociais para permitir métricas orçamentárias mais precisas, citando a participação da secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
O executivo argumentou que o pacto entre gerações não sustenta mais a previdência, diante do envelhecimento da população e do aumento de trabalhadores informais. Ainda segundo ele, o Sistema Único de Saúde é valioso por atender a população não coberta pela saúde privada, mas os programas de renda exigem redesenho.
Perspectivas e impactos
Trabuco comentou que há grande expectativa em relação à reforma tributária em curso, com ganhos potenciais para a indústria, diante de impactos fiscais acumulados ao longo dos anos. Ele ressaltou a importância de avançar na implementação do novo formato tributário.
O executivo também alertou sobre a relação entre política fiscal e monetária. Caso não haja alinhamento entre as duas, há risco de aumento de juros reais, o que faria mal a empresas, famílias e ao Tesouro. A taxa de juros real de 10% foi apontada como inviável.
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