- Sobreviventes de Jeffrey Epstein retornam a Palm Beach, na Flórida, nesta terça, para uma audiência suplementar sobre os abusos cometidos pelo condenado.
- O local fica próximo à antiga mansão do empresário e ao cais onde ele supostamente recrutava garotas a partir de 14 anos para serviços sexuais de convidados ricos.
- O objetivo é ampliar a atenção ao acordo “sweetheart deal” fechado em 2008 entre promotores da Flórida e Epstein, que o liberou de acusações federais.
- As denúncias também envolvem possível recrutamento de meninas na proximidade da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago; o presidente nega irregularidades.
- A audiência é não vinculante, com testemunhas não obrigadas a depor sob juramento; o público poderá acompanhar a transmissão ao vivo pela página do comitê de supervisão.
Jeffrey Epstein volta a Palm Beach, na Flórida, para audiência-relâmpago do Congresso sobre os abusos cometidos pelo ex-patrocinador de crimes sexuais. Sobreviventes do caso, deputadas democratas e testemunhas participam do encontro próximo à mansão costeira onde houve exploração de meninas de até 14 anos.
O objetivo é ampliar a exposição ao que chamam de acordo favorável celebrado em 2008 entre promotores da Flórida e Epstein, que teria permitido evitar acusações federais. Também levantam a hipótese de recrutamento de jovens que teriam vindo de áreas associadas a Mar-a-Lago, residência de Donald Trump.
A audiência ocorre na terça-feira, com a participação de sobreviventes e de testemunhas, em formato de hearing sem conteúdo sob juramento, sem poder de convocação e sem input de republicanos. Califórnia, Robert Garcia, aponta importância de ampliar o tema.
Contexto e próximos passos
Ayanna Pressley chegou a Palm Beach na véspera para acompanhar as deliberações e afirmou que a ação busca um modelo de responsabilização para as vítimas do caso Epstein e padrões de abusos que se repetem em comunidades. O grupo espera que as falas contribuam para políticas públicas futuras.
Um dos advogados das vítimas, Jack Scarola, ressaltou dúvidas sobre a presença de autoridades locais, dizendo que ações concretas, como projetos de lei, seriam mais produtivas do que novas entrevistas públicas. A audiência tem início às 10h (horário de Brasília, 11h em Palm Beach) e será transmitida pela página do comitê.
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