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Aliado-chave de Starmer deixa cargo e desafia liderança do premiê

Secretário de Saúde Wes Streeting pode renunciar e desafiar a liderança de Keir Starmer, ampliando a crise interna no Partido Trabalhista após as derrotas locais

O secretário da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, caminha por Downing Street, em Londres
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  • Wes Streeting, secretário de Saúde do Reino Unido, deve deixar o cargo e pode formalizar disputa pela liderança do Partido Trabalhista.
  • A sessão ocorreu nesta quarta-feira em Downing Street, após uma semana de demissões de ao menos quatro ministros e pressão de cerca de oitenta parlamentares.
  • O premier Keir Starmer afirmou que não renunciará, e pessoas próximas a ele duvidam que Streeting tenha os devidos apoios para lançar a candidatura.
  • No Trabalhista, um desafio formal à liderança precisa de apoio de vinte por cento dos demais membros eleitos, hoje sessenta e um, que é o número de 81.
  • Após a reunião, aliados próximos ao premiê reiteraram apoio; Streeting e Shabana Mahmood saíram sem comentar.

Wes Streeting, secretário de Saúde do Reino Unido, pode renunciar ao cargo e apresentar um desafio formal à liderança de Keir Starmer ainda nesta semana, conforme aliados citados pelo Guardian e pela BBC. A crise interna avança no Labour.

Os dois estiveram reunidos de forma breve nesta quarta-feira, em Downing Street, sede do governo em Londres. Nos dois dias anteriores, pelo menos quatro ministros renunciaram e cerca de 80 parlamentares pediram a saída de Starmer.

O partido sofreu um revés expressivo nas eleições locais da semana passada, impulsionando a crise interna. Starmer afirma que não deixará o posto, e aliados próximos dizem que Streeting não tem os 81 votos de apoio necessários.

Processo de disputa interna

Um eventual desafio no Labour exige o apoio de 20% dos backbenchers eleitos, hoje 81, ou seja, cerca de 17 parlamentares. Com o início do processo, o cargo permanece ocupado pelo líder até o fim da contagem.

O votante escolhe entre candidatos em ordem de preferência. O vencedor é quem obtiver mais de 50% das primeiras escolhas; se necessário, há redistribuição de votos até definir o vencedor.

Apoios a Starmer aparecem em cartas públicas de parlamentares e bem posicionados do governo reiteraram apoio ao líder. Em Downing Street, aliados evitaram tratar diretamente da disputa, mantendo o foco na agenda do governo.

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