- O governo Lula lançou o pacote Brasil contra o crime organizado, com quatro eixos: esclarecer homicídios, enfrentar o tráfico de armas, asfixiar financeiramente o crime e ampliar a segurança nas prisões.
- Especialistas destacam que a maior dificuldade é coordenar a iniciativa entre União, estados e municípios, o que pode comprometer a implementação.
- O plano prevê o Centro Nacional de Inteligência Penitenciária, financiamento de até R$ 10 bilhões para equipamentos e ações nos estados, e ações para reduzir o tráfico de armas, incluindo a Renarma e protocolos de combate à fabricação ilegal.
- Entre as medidas está a criação de uma unidade central da Ficco, expansão do Cifra para outros estados, leilões de bens apreendidos e uso de softwares de rastreamento financeiro; também há foco na asfixia financeira do crime.
- O pacote se conecta ao PL antifacção, sancionado em março, e às propostas da PEC da Segurança Pública, que tramita no Congresso; estados podem aderir ao financiamento via BNDES.
No entorno das eleições, o governo lança o pacote Brasil contra o crime organizado, com o objetivo de ampliar ações de segurança pública. O anúncio ocorreu nesta terça-feira, em meio a debates sobre metodologia, prazos e coordenação entre diferentes esferas de governo.
O plano foi apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com base em quatro eixos: esclarecer homicídios, enfrentar o tráfico de armas, asfixiar financeiramente o crime organizado e reforçar a segurança nas prisões. A iniciativa busca consolidar medidas já discutidas anteriormente.
Especialistas destacam que o desenvolvimento depende de cooperação entre União, estados e municípios. Além da elaboração de políticas, há a necessidade de qualificação do efetivo e de infraestrutura para operacionalizar os equipamentos previstos. A apresentação ocorre próximo ao período eleitoral, o que divide opiniões sobre o impacto político.
Pontos-chave do pacote
1. Esclarecimento de homicídios
- Investimento em IMLs e polícia científica.
- Kits de DNA, comparadores balísticos e cadeia de custódia.
- Unificação de bancos genéticos e de análises balísticas.
2. Enfrentamento ao tráfico de armas
- Fortalecimento da Renarma.
- Protocolos para identificar fluxos de armas e combater fabricação ilegal, inclusive via impressoras 3D.
- Ações com estados para retirar armas de facções e milícias.
3. Asfixia financeira
- Criação de uma unidade central da Ficco.
- Expansão do Cifra para outros estados.
- Leilões de bens apreendidos com destinação rápida; softwares de rastreamento financeiro.
4. Segurança nas prisões
- Aproximação do nível de segurança dos presídios estaduais ao das unidades federais.
- Distribuição de drones, bloqueadores de celular, scanners corporais e detectores de túneis.
- Criação de um Centro Nacional de Inteligência Penal para articular dados prisionais.
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