- A pesquisa Genial/Quaest, publicada em 13 de maio, aponta leve recuperação da aprovação do governo entre eleitores de renda até dois salários mínimos (54% aprovam vs. 40% desaprovam).
- Entre beneficiários do Bolsa Família, a aprovação chegou a 57%, mantendo vantagem para o presidente.
- Entre eleitores independentes, a aprovação subiu de 32% para 37%, e a desaprovação caiu de 58% para 52%.
- Governo associa a melhora a medidas como o Desenrola 2.0, crédito popular e renegociação de dívidas, com foco em jovens e públicos de baixa renda.
- Ainda há resistência entre renda mais alta, homens, evangélicos e regiões Sul e Sudeste; entre quem ganha acima de cinco salários mínimos, desaprovação chega a 58%. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio, com margem de erro de dois pontos.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a aprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva recuou e, em seguida, ganhou fôlego entre públicos atingidos por medidas de crédito, renegociação de dívidas e consumo. O levantamento foi realizado entre 8 e 11 de maio com 2.004 brasileiros e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O recorte do estudo aponta melhora entre eleitores de renda mais baixa, jovens e segmentos com menor alinhamento político, grupos diretamente impactados pelo Desenrola 2.0, pelo microcrédito e por ações de estímulo ao consumo. A sondagem foi registrada no TSE sob o número BR-03598/2026.
Entre quem ganha até dois salários mínimos, a aprovação ficou em 54% e a desaprovação em 40%. Já entre beneficiários do Bolsa Família, a aprovação atingiu 57%, mantendo margem expressiva de apoio ao presidente.
Desenrola 2.0 e impacto econômico
A pesquisa aponta resistência menor entre eleitores independentes, grupo decisivo para 2026, com aprovação subindo de 32% para 37% e desaprovação caindo de 58% para 52%. O dado indica ganho de percepção fora da base tradicional do lulismo.
Embora o estudo não detalhe quais programas influenciam a percepção, autoridades do governo associam o recuo da desaprovação a ampliação de renegociação de dívidas, microcrédito e estímulo ao consumo. A estratégia mira dois objetivos eleitorais: manter a base de baixa renda e atrair jovens com dificuldade de acesso ao crédito.
Ainda assim, a recuperação permanece limitada. Entre os jovens de 16 a 34 anos, 55% desaprovam e 41% aprovam. A melhoria geral da gestão passou de 42% negativo para 39% e de 31% positivo para 34%.
A desaprovação permanece alta entre renda média e alta, homens, evangélicos e moradores do Sul e Sudeste. Em faixas acima de cinco salários mínimos, 58% desaprovam, frente a 39% que aprovam; entre evangélicos, a desaprovação chega a 65%.
A leitura do governo é de que programas como o Desenrola 2.0 favorecem setores decisivos para uma eleição acirrada em 2026, mesmo que não resultem em virada ampla de popularidade.
O estudo ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre 8 e 11 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE.
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