- A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra aplicações do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar em ativos do banco Master, em Cajamar, na capital paulista e em Boituva.
- A ação, chamada Off-Balance, foi determinada pela nona Vara Criminal Federal de São Paulo e investiga gestão temerária em Regime Próprio de Previdência Social, com irregularidades apuradas em aproximadamente R$ 107 milhões investidos em quatro letras financeiras de dois bancos, incluindo o Master.
- Além dos mandados, foram afastados servidores públicos e houve bloqueio de bens.
- A operação ocorre dias depois de a conclusão da Compliance Zero indicar benefícios recebidos pelo presidente nacional do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira, para protocolar a chamada emenda Master, que aumentaria o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- Questionamentos sobre o investimento no Fundo Imobiliário Nest Eagle também aparecem no contexto, com representação do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo apontando limites de aportes e dúvidas não sanadas pelo Conselho Deliberativo e pelo Comitê de Investimentos.
A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira (13) a operação Off-Balance, com seis mandados de busca e apreensão relacionados a investimentos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (SP) em ativos do banco Master. A ação ocorre em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, e se estende a São Paulo (capital) e Boituva.
A Wolf? não. A PF informou que a investigação envolve possível gestão temerária de recursos no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) com aplicações de cerca de 107 milhões de reais em quatro letras financeiras de dois bancos privados, entre eles o Master. Foram também impostas medidas de afastamento de função pública e bloqueio de bens.
A operação, conduzida pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo, não faz parte de fases anteriores da chamada Compliance Zero, vinculada ao STF. A apuração partiu de informações sobre irregularidades nas aplicações do RPPS de Cajamar.
Contexto e desdobramentos
A gestão do dinheiro do instituto já vinha sendo questionada, principalmente pela aplicação no FII Nest Eagle, fundo imobiliário voltado a imóveis de alto padrão. Segundo o MPC-SP, o investimento chegou próximo ao limite máximo permitido em aportes naquela categoria, levantando dúvidas entre integrantes do Conselho Deliberativo e do Comitê de Investimentos.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o instituto e com a prefeitura de Cajamar, e o espaço permanece aberto para manifestação. Fontes oficiais não divulgaram novos detalhes sobre prazos, processos ou próximos passos da investigação.
Fontes e credibilidade
A PF, o município de Cajamar e o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP) são citados como referência das informações oficiais. Não houve divulgação de contatos adicionais ou de novas evidências até o momento.
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