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Pré-candidatos ao Senado no Centro-Oeste em debate com STF

Pré-candidatos do Centro-Oeste priorizam reforma do STF e possível impeachment de ministros, sinalizando tema central da campanha de 2026

Maioria dos pré-candidatos da região é favorável ao debate para reforma do Judiciário. (Foto: Imagem criada utilizando o ChatGPT/Gazeta do Povo)
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  • A região Centro-Oeste tende a pautar a relação com o STF na campanha de 2026; entre 22 pré-candidatos ao Senado, 15 indicaram prioridade à reforma do Supremo e muitos sinalizam apoio a impeachment de ministros caso vençam.
  • Distrito Federal: Bia Kicis (PL) defende impeachment de ministros do STF; Michelle Bolsonaro (PL) deve manter tom crítico; Erika Kokay (PT) não se posicionou; Leila Barros (PDT) priorizará questões locais.
  • Goiás: Delegado Humberto Teófilo (Novo) defende impeachment de ministros; Gracinha Caiado (União) adota cautela; Gustavo Gayer (PL) é crítico ao STF; Vanderlan Cardoso (PSD) busca equilíbrio entre os Poderes.
  • Mato Grosso: Antônio Galvan (Avante) deve defender impeachment; Carlos Fávaro (PSD) tende a alinhamento com o governo; Janaína Riva (MDB) defende freio ao Judiciário; José Medeiros (PL) acentua oposição ao STF; Mauro Mendes (União) diz que pode se posicionar contra excessos se eleito.
  • Mato Grosso do Sul: Capitão Contar (PL) destaca críticas ao STF; Marcos Pollon (PL) defende impeachment de Moraes; Reinaldo Azambuja (PL) critica o protagonismo do STF; Nelsinho Trad (PSD) já foi favorável ao impeachment; Soraya Thronicke (PSB) teve mudança de postura sobre o STF.

O debate sobre o STF emerge como tema central entre pré-candidatos ao Senado na região Centro-Oeste para as eleições de 2026. O foco é a relação entre Congresso e Suprema Corte, com propostas de reforma do Judiciário e, em alguns casos, abertura de impeachment de ministros.

Levantamento da Gazeta do Povo percorreu Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Dos 22 pré-candidatos contactados, 15 sinalizaram que a reforma do STF será prioridade na campanha, com possibilidade de solicitar processos de impeachment caso vençam nas urnas.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como figura de referência entre a direita; o tema STF tende a compor a base de atuação de quem pretende liderar frentes contra o desempenho da Corte no Congresso. Outros nomes do PL também defendem o impeachment de ministros em eventual mandato.

Entre os demais, a postura varia conforme a atuação regional. Em Goiás, candidatos do PP, Novo e União falam em equilíbrio entre Poderes e controle de abusos, com menções a limitações ao papel do STF. Em Mato Grosso, parlamentares do PL reforçam a crítica à atuação da Corte e defendem reformas institucionais.

Especificamente para o Distrito Federal, Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro defendem a contenção de abusos do STF, com apoio a mudanças no modelo de indicação de ministros e potencial mandato para juízes. Erika Kokay (PT) não confirmou posicionamento recente ao habeas de pauta.

Em Mato Grosso do Sul, o PL registra disputa interna entre Contar, Pollon e Azambuja; todos defendem maior atuação do Senado na contenção de supostos excessos do STF. O PSD sinaliza apoio à reeleição do senador Nelsinho Trad, que já apoiou o impeachment de Moraes.

Ao discutir o histórico recente, a ex-governadora Gracinha Caiado procura manter cautela pública sobre o STF, enquanto o marido Ronaldo Caiado ocupa posição relevante na cena goiana sem firmar posição explícita sobre impeachment. No Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke alterou pauta recente, mantendo foco em decisões do STF, mas sem confirmação de posicionamento definitivo pela assessoria.

Paralelamente, nomes de centro e centro-esquerda também aparecem na movimentação, com propostas de reformas que visam equilibrar Poderes e aperfeiçoar mecanismos de freio e contrapeso. Em especial, projetos que discutem mandato para ministros e limites ao protagonismo judicial aparecem como eixo para o pleito estadual.

Ao longo da apuração, candidatos de diferentes siglas passaram a defender, em maior ou menor grau, mecanismos de fiscalização do STF, previsões de impeachment e mudanças na indicação de ministros. A reportagem da Gazeta do Povo procurou todos e registrou respostas sempre que recebidas.

Posições específicas sobre o STF variam conforme o estado e o partido. Em Goiás, o Delegado Humberto Teófilo (Novo) defende o impeachment de ministros, alinhado à diretriz nacional da sigla. Em Mato Grosso, José Medeiros (PL) tem atuação forte contra a Corte, enquanto Mauro Mendes (União) sinaliza disposição de reagir a abusos do STF caso seja eleito.

No Distrito Federal, a pré-candidata Michelle Bolsonaro figura entre as vozes que criticam o que consideram intervencionismo da Corte, reforçando o eixo de defesa da autonomia dos Poderes. O PT, por sua vez, mantém posicionamento que não participou de declarações sobre o tema neste levantamento.

A cobertura reforça que, em outubro, dois senadores serão escolhidos por cada estado, o que amplia a importância de alinhar propostas com o eleitorado conservador da região. A reforma do Judiciário aparece como debate recorrente entre candidatos de espectros diferentes.

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