- Lula apresentou, nessa terça-feira, o programa Brasil Contra o Crime Organizado, voltado ao combate a facções criminosas.
- A iniciativa inclui propostas já entregues ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião na Casa Branca na semana passada.
- O documento enviado por Lula a Trump não é acordo formal; é um registro escrito das pautas discutidas para evitar ruídos de interpretação.
- O programa tem quatro eixos de ação, com investimentos previstos de R$ 1,06 bilhão ainda neste ano e uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões.
- Entre as medidas, há cooperação com os EUA para combater lavagem de dinheiro e contrabando de armas, com reforço na decisão de repassar criminosos brasileiros que vivem em Miami e reduzir a atuação de redes transnacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nessa terça-feira 12 um programa nacional para combater facções criminosas. A iniciativa reúne propostas entregues ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana anterior, em encontro na Casa Branca.
Interlocutores do governo disseram ao R7 que Lula apresentou a Trump um documento com formas de cooperação entre os dois países. Entre as propostas estavam troca de informações e ações conjuntas contra facções e redes transnacionais.
Integrantes da comitiva brasileira explicaram que o material foi elaborado após negociações técnicas entre autoridades brasileiras e órgãos norte-americanos representados na embaixada dos EUA no Brasil. O documento não é visto como novo acordo formal.
Segundo a análise de uma fonte oficial, o registro por escrito busca evitar ruídos de interpretação e registrar as posições brasileiras sobre comércio, segurança e outros temas debatidos no encontro.
O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi anunciado com quatro eixos de atuação. Ao todo, serão investidos R$ 1,06 bilhão ainda neste ano, além de uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões.
Entre os eixos, o foco é intensificar ações contra o crime organizado, lavagem de dinheiro e contrabando, com prioridade às fronteiras e à cooperação internacional. O detalhamento dos eixos será divulgado pela equipe governamental.
Durante a apresentação, Lula afirmou que os Estados Unidos devem colaborar entregando criminosos brasileiros que vivem em Miami, como parte do esforço para combater o crime transnacional.
Ao comentar estratégias, o presidente destacou a asfixia financeira e o combate à lavagem de dinheiro. Ele apontou que o estado de Delaware possui esquemas de lavagem ligados a brasileiros.
Lula citou também a origem de parte das armas apreendidas no Brasil, cobrando maior responsabilidade dos EUA nesse aspecto, sem caracterizar ações específicas.
Fechando o momento, o chefe de governo ressaltou a necessidade de registrar por escrito os pontos discutidos para futuras consultas à imprensa, conforme o entendimento entre as delegações.
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