- O TSE abriu a posse do novo presidente, Kassio Nunes Marques, destacando os riscos da inteligência artificial para as eleições de outubro.
- Especialistas destacam os deepfakes como entrave à distinção entre real e ficcional, com evolução na detecção de manipulações.
- O especialista em IA Rafael Altomare afirmou que não é viável bloquear a população de criar conteúdos falsos, dada a quantidade de IAs existentes.
- Altomare aponta que apenas proibir o uso não resolveria o problema; seria necessário trabalhar com conscientização e educação digital.
- A recomendação é que eleitores verifiquem perfis oficiais dos políticos e consultem veículos de checagem para confirmar informações.
Nesta terça-feira (12), durante a posse de Kassio Nunes Marques na presidência do TSE, o magistrado destacou os riscos da inteligência artificial mal utilizada nas eleições de 2026. O encontro ocorreu no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. O foco foi entender como a IA pode impactar o pleito.
Especialista em IA, Rafael Altomare alerta para a evolução dos deepfakes, que dificultam distinguir o real do falso. Hoje, a manipulação pode passar despercebida mesmo com atenção, e os golpes com conteúdos gerados por IA podem ganhar força rapidamente.
A gestão do TSE teme que tais tecnologias comprometam a confiança eleitoral, sobretudo na disseminação de informações falsas. Ainda não há solução simples, segundo Altomare, pois existem milhões de IA diferentes no mundo e bloquear o acesso à internet não é viável.
Conscientização como estratégia
Ao longo da fala, o especialista sugeriu que a proteção passa pela qualificação do público. Ele orienta que eleitores verifiquem perfis oficiais de candidatos e consultem veículos de apuração confiáveis para checagens de fatos.
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