- Reunião da cúpula do Partido Liberal em Brasília não anunciou o candidato do PL ao governo de Minas, mas confirmou aproximação com o Republicanos, de Cleitinho Azevedo.
- A decisão ocorreu com Flávio Bolsonaro, o coordenador Rogério Marinho e Valdemar Costa Neto, acompanhados de deputados mineiros e Flávio Roscoe.
- A aliança com Mateus Simões (PSD) foi descartada, em parte por apoio anterior a Romeu Zema e pela presença de um presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado.
- O PL avalia candidatura própria em Minas, com Roscoe ou Vittorio Medioli como opções para vice; Medioli tem trânsito na Região Metropolitana e perfil liberal-conservador.
- A conjuntura indica que o PL pode fechar palanque com Cleitinho para sustentar uma vitória da direita em Minas, diante da vantagem de Lula nas pesquisas.
A cúpula do PL se reuniu em Brasília na terça-feira (12) para definir o palanque de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, mas não houve anúncio de candidatura ao governo mineiro. A decisão reforça o peso de Minas como segundo colégio eleitoral do país.
Flávio Bolsonaro, o coordenador de campanha Rogério Marinho e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, lideraram a reunião. Estavam presentes deputados mineiros como Nikolas Ferreira, Domingos Sávio e Zé Vitor, além de Flávio Roscoe, cotado para disputar o governo.
O bloco abandonou a ideia de aliança com o governador Mateus Simões (PSD) e avançou na aproximação com o Republicanos, de Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas para o Palácio Tiradentes. Cleitinho já havia declarado apoio a Flávio.
Cenário de alianças e pesquisas
Além de Cleitinho, o PL avalia a inclusão do empresário Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, como vice na chapa. Roscoe também é cotado, e Medioli tem potencial para ampliar o diálogo com o setor produtivo.
A leitura interna aponta que forte alinhamento com Cleitinho pode blindar o palanque de direita no estado e ampliar a capilaridade, especialmente no interior. A popularidade de Cleitinho nas redes e no interior é destacada pelos dirigentes.
Ainda não houve definição oficial sobre candidatura própria do PL ao governo de Minas. Enquanto isso, o PL mantém opções com Roscoe e Medioli, mas a viabilidade de uma chapa competitiva tem sido questionada entre analistas.
Cenário de disputa e prazos
O PL pretende anunciar o candidato ao governo de Minas até o começo de junho, para alinhar o Palácio Tiradentes ao projeto nacional. A proximidade das convenções de julho alimentou a avaliação de que a coligação com Cleitinho é inevitável.
Pesquisas recentes mostram Lula à frente em Minas no primeiro turno, com 39% ante 33% de Flávio, segundo levantamento Genial/Quaest de 22 a 26 de abril. No segundo turno, a diferença é de apenas 1 ponto percentual, dentro da margem de erro.
No cenário estadual, Cleitinho lidera todos os cenários, com 30% a 37% das intenções de voto. Na disputa com 10 candidatos, chega a 30%, à frente de Kalil (14%) e Pacheco (8%). O estudo ouviu 1.482 eleitores, com 95% de confiança.
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