- Três alvos da sexta fase da Operação Compliance Zero ficaram foragidos: Sebastião Monteiro Júnior, David Henrique Alves e Victor Lima Sedlmaier.
- A PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com medidas de bloqueio de bens e sequestro patrimonial.
- Um dos presos na fase foi Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, alvo da operação.
- A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos e violação de sigilo funcional, com o esquema movimentando bilhões envolvendo o Banco Master.
- A PF aponta uma estrutura paralela de monitoramento e intimidação chamada “A Turma”, liderada operacionalmente por Mourão (“Sicário”), que já foi preso e morreu na prisão.
A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14/5). Sete mandados de prisão preventiva foram cumpridos, além de 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Dois aliados de Daniel Vorcaro permaneceram foragidos, enquanto um terceiro alvo foi preso.
A investigação aponta uma rede de espionagem, intimidação e ataques cibernéticos ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O esquema envolveria crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de sistemas e violação de sigilo funcional.
Além da atuação financeira, os investigadores descrevem uma estrutura paralela de monitoramento, considerada por eles uma “milícia privada”. O conjunto seria coordenado por membros da própria organização e executaria ações para obter informações sigilosas e intimidar opositores.
Foragidos
Segundo ato ministerial do STF, três alvos não foram localizados: Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado; David Henrique Alves, especialista em tecnologia; e Victor Lima Sedlmaier, desenvolvedor e estudante. Eles seriam integrantes centrais do núcleo coercitivo e do núcleo hacker.
Sebastião integrava o grupo como elo com o braço policial. Ele supostamente participava de reuniões sigilosas e repassava demandas ilegais, utilizando recursos tecnológicos para apagar rastros. A PF mantém as buscas para localizá-los.
David era apontado como líder operacional do núcleo hacker. Ele recebia ordens para ataques cibernéticos e gerenciava a frente digital com salários próximos a R$ 35 mil mensais. Foi flagrado na madrugada de fuga com equipamentos do grupo.
Victor atuava como braço direito de David, fornecendo suporte técnico. Após a debandada, ele foi visto se preparando para esvaziar o imóvel que abrigava as operações, levando equipamentos que poderiam incriminar a organização.
Prisão de um membro de destaque
Um dos presos na sexta fase foi Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. A ação teve aval da Procuradoria-Geral da República e autorização do ministro do STF André Mendonça.
Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados citados. Também houve bloqueios de bens, afastamentos de funções públicas e sequestro patrimonial.
Estrutura de atuação e crimes apurados
A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, ameaça, invasão de dispositivos e violação de sigilo. O grupo teria movimentado bilhões por meio de operações fraudulentas ligadas ao Banco Master.
A Turma e o monitoramento
Entre as acusações, há a existência de uma estrutura paralela de monitoramento denominada “A Turma”. Os investigadores afirmam que o núcleo coordenava vigilância de jornalistas, autoridades e adversários empresariais, com ações de intimidação.
Consultas e acesso indevido
As apurações indicam que o grupo realizava consultas indevidas em sistemas restritos de órgãos públicos e organismos internacionais, como FBI e Interpol, muitas vezes usando credenciais de terceiros. Pagamentos e contratos simulados fariam a ponte financeira.
Integrantes de “A Turma”
- Daniel Vorcaro: apontado como líder estratégico.
- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário: coordenava atividades de vigilância; está preso em fase anterior e morreu na prisão.
- Fabiano Zettel: operador financeiro, cunhado de Daniel Vorcaro.
- Marilson Roseno da Silva: policial federal aposentado, operador de inteligência.
- Henrique Moura Vorcaro: pai de Daniel Vorcaro, alvo na nova fase.
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