- Painel no São Paulo Innovation Week discutiu a revitalização do centro de São Paulo, com transferência do Centro Administrativo do Estado para o bairro Campos Elíseos, perto da Praça Princesa Isabel.
- O projeto prevê investimento de cerca de R$ 6 bilhões, com conclusão prevista para 2030 e 22 mil funcionários reunidos em área de 23 mil m² de lojas.
- Guilherme Afif Domingos chamou a proposta de “volta para o futuro”, destacando a preservação do urbanismo original de 1890 e espaços abertos, sem grades.
- Marcone Moraes ressaltou que a revitalização funciona como ecossistema, vinculando segurança, cultura e inclusão social para fomentar o desenvolvimento humano e a atividade econômica.
- Fabio Henrique Alves da Silva apresentou a Casa 011, braço social do ecossistema, para qualificar moradores vulneráveis e integrá-los ao novo centro econômico.
O estudo sobre revitalização urbana foi o eixo do painel Caminhos para o Renascimento e Requalificação Urbana do Centro de São Paulo, realizado durante o São Paulo Innovation Week. Participaram Guilherme Afif Domingos, secretário de Projetos Estratégicos do Governo de SP, Fabio Henrique Alves da Silva, CEO da Rede Muda Mundo, e Marcone Moraes, presidente da associação Pró-Centro. O foco foi a relação entre memória urbana e desenvolvimento moderno.
O projeto central apresentado envolve a transferência do Centro Administrativo do Estado para o bairro Campos Elíseos, próximo à Praça Princesa Isabel. A proposta prevê 22 mil funcionários em uma área com preservação do urbano de 1890, espaços abertos e um centro comercial de 23 mil m², com investimento estimado em 6 bilhões de reais e conclusão prevista para 2030. Afif Domingos descreveu a ideia como uma volta ao futuro.
Marcone Moraes argumentou que a revitalização funciona como ecossistema, associando desenvolvimento econômico a humano. Citou a Cracolândia para ilustrar a necessidade de segurança e de reocupação de espaços por atividades produtivas. Fabio Henrique apresentou a Casa 011, programa social que qualifica profissionais vulneráveis do centro para integrá-los ao novo arranjo econômico, com colaboração entre moradores e trabalhadores locais.
A mesa considerou que o renascimento do centro depende de ações synchronizadas entre segurança, história, cultura e inclusão social, não de uma única intervenção. O debate ocorreu no contexto do São Paulo Innovation Week, promovido pelo Estadão, em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até 15 de maio.
O SPIW reúne mais de 2 mil palestrantes nacionais e internacionais em áreas como ciência, saúde, educação, mobilidade e sustentabilidade, entre outros temas. O evento é descrito como o maior festival global de tecnologia e inovação e segue com atividades adicionais ao longo da semana.
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