- A vereadora Juliana de Souza, do PT, teve o microfone arrancado pelo colega Mauro Pinheiro, do PP, durante sessão na Câmara de Porto Alegre enquanto comentava sobre áudios de Flávio Bolsonaro a Vorcaro.
- Juliana acionou a Comissão de Ética para investigar Pinheiro, alegando violência de gênero; Pinheiro diz que o ato não teve relação com gênero.
- O episódio ocorreu durante debates sobre a atualização do Plano Diretor da cidade, em meio a tensões entre governo e oposição.
- O conteúdo do áudio foi vazado pelo Intercept Brasil e confirmado pela TV Globo, conforme reportagem sobre o caso.
- O PT informou que participou da Comissão de Ética e que pretende as medidas cabíveis para evitar naturalização da violência política de gênero.
O plenário da Câmara de Porto Alegre viu um episódio de tensão durante sessão sobre o Plano Diretor. Juliana de Souza, vereadora do PT, citou áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O momento provocou uma interrupção no debate e gerou denúncia de violência de gênero por parte de Juliana contra Mauro Pinheiro, parlamentar do PP.
Durante a fala de Juliana, Mauro Pinheiro encostou o microfone na mão da vereadora e o arrancou. O incidente ocorreu na quarta-feira, 13, em Porto Alegre, no plenário da Câmara. A agressão verbal e a forma de intervenção acentuaram a conflituosa discussão sobre o projeto.
Após o acontecido, Juliana registrou queixa na Comissão de Ética, alegando violência de gênero. O PT anunciou que encaminhará o caso à comissão, buscando apurar responsabilidades. Pinheiro, por sua vez, negou qualquer motivação de gênero.
O áudio citado pela vereadora veio à tona por meio do portal Intercept Brasil, com confirmação pela TV Globo. O material envolve falas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, discutidas no contexto do debate do Plano Diretor.
Contexto e desdobramentos
A sessão já era tensa pelo andamento da atualização do Plano Diretor, projeto do governo de Sebastião Melo (MDB). O episódio elevou o clima entre setores da base governista e a oposição.
Comandante Nádia, vereadora do PL, discursou contra parlamentares da esquerda, chamando-os de responsáveis por verter debates para o campo político. A fala antecedeu a intervenção que terminou com o afastamento do microfone.
Juliana afirmou que a reação de Pinheiro não condiz com o tema discutido. Em entrevista ao g1, destacou a necessidade de denunciar atos que possam estimular violência contra mulheres em espaços públicos.
O PT informou que continuará buscando medidas cabíveis na Comissão de Ética para apurar o comportamento de Pinheiro. A defesa de Pinheiro sustenta que a ação não teve relação com a condição de mulher da vereadora.
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