- A Polícia Federal investiga esquema bilionário envolvendo a Refit, em uma operação que apura fraude tributária, lavagem de dinheiro e corrupção; Castro divulgou vídeo defendendo-se.
- O ex-governador afirmou estar à disposição da Justiça e que seu governo foi o único a conseguir cobrar dívidas da Refit, chegando a mais de R$ 1 bilhão aos cofres estaduais.
- A PF sustenta que Castro atuou para proteger interesses do grupo, com ações políticas, administrativas e jurídicas que facilitaram o esquema.
- Castro negou irregularidades em um encontro nos Estados Unidos com o dono da Refit, descrevendo o evento como fórum da Veja com participação de autoridades; disse que foi aberto pelo presidente do STF na época.
- O ex-governador contestou a alegação de que teria sancionado lei complementar para beneficiar a empresa, afirmando que a Refit já tinha acordo de pagamento antes da lei e que a renegociação ocorreu após decisão judicial.
O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, rebateu, nesta sexta-feira (15), suspeitas da Polícia Federal na Operação Sem Refino. A PF investiga um esquema bilionário de fraude tributária, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Grupo Refit. Castro afirma estar à disposição da Justiça e que seu governo foi o único a cobrar dívidas da empresa.
A PF apontou relação entre Castro e o grupo liderado por Ricardo Magro, com medidas políticas, administrativas e jurídicas que teriam favorecido o esquema. O empresário Magro chegou a ter mandado de prisão, enquanto Castro teve mandado de busca e apreensão.
Castro disse, ao tomar conhecimento da decisão judicial, que há algo estranho no caso. Advogados dele devem apresentar ao STF um memorial contestando as alegações da autoridade policial. O ex-governador afirmou ter cobrado dívidas da Refit em meio a acordos que teriam garantido mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Contexto da operação
A investigação menciona encontro de Castro com o dono da Refit em um fórum nos Estados Unidos, aberto pelo então presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O ex-governador negou irregularidades e classificou a leitura da PF como absurda. A PF também relaciona o episódio com a lei complementar citada na apuração, Linha que Castro desmentiu.
Pontos da defesa de Castro
Segundo ele, a Refit já possuía acordo de pagamento antes da legislação mencionada. A renegociação teria ocorrido após decisão judicial que obrigou o governo a cumprir a lei aprovada pela Assembleia em 2022. Castro disse que a empresa não aderiu ao programa da lei, segundo sua leitura.
Sobre questões ambientais e decretos
Castro afirmou que não houve ilegalidade no comunicado de órgãos ambientais à ANP sobre o transporte de combustíveis durante o carnaval. A defesa sustenta que as medidas administrativas não configuram benefício irregular à Refit.
Análise da Procuradoria e próximos passos
A defesa de Castro prepara memorial para STF, apresentando contestações às acusações. A PF sustenta que o relacionamento com a Refit favoreceu a continuidade do suposto esquema. A investigação continua, com diligências e coleta de provas em andamento.
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