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Contas britânicas anti-imigração em redes sociais ligadas a Sri Lanka e Vietnã

BBC revela rede de contas anti-imigração que usam IA para criar vídeos sobre o Reino Unido; criadores atuam a partir de Sri Lanka e Vietnã

BBC A composite graphic shows a hand holding a phone with an AI-generated image of a man in traditional Islamic clothing, including a red-and-white headdress, addressing the UK Parliament, with several others in similar clothing sitting on the green benches. The video has a caption saying "UK Sharia Law".
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  • A BBC Panorama revela várias contas no Facebook e Instagram que usam conteúdo gerado por IA para combater a imigração, com uma página chamada “Great British People” supostamente de Yorkshire, mas operando a partir do Sri Lanka, alcance de milhões de visualizações.
  • Os perfis são de Sri Lanka, Vietnã, Maldivas e outros lugares, com ligações a Irã e aos Emirados Árabes, segundo ferramentas de transparência do Facebook e entrevistas com criadores de conteúdo.
  • Londres e o prefeito Sadiq Khan destacam que algumas contas são financiadas por estados hostis enquanto outras visam apenas lucro, com relatos de apoio a governos russos e iranianos.
  • Meta afirma que leva a sério comportamento coordenado e enganoso, e que tomará medidas contra conteúdo ou contas que violem as normas, independentemente de IA ou pessoa física.
  • Pesquisadores apontam que houve aumento recente de “disinformations-for-hire” (indústria de desinformação paga) e que o público tem dificuldade maior em identificar conteúdos falsos, levando alguns a duvidar de material autêntico.

The BBC revelou uma rede de contas de mídia social que promovem narrativas anti-imigração por meio de vídeos gerados por IA. Essas postagens atingem grandes audiências e muitas vezes apresentam Portugal como cenário de declínio, embora as contas sejam operadas a milhares de quilômetros de distância. A investigação indica que várias redes compartilham conteúdo de desinformação com foco em imigração no Reino Unido.

Os conteúdos são divulgados em plataformas como Facebook e Instagram, com produtos que simulam opiniões de cidadãos britânicos. Verificações apontam que a origem prática dessas contas está em Sri Lanka, Vietnã, outros países da região, além de ligações eventuais com os Estados Unidos e partes da Europa. Ferramentas de transparência das redes sociais ajudaram a mapear parte das atividades.

Segundo a análise, muitos vídeos apresentam cenários de Londres e do país em declínio, com imagens geradas por IA que sugerem instabilidade, queda de leis e ordem e mudanças demográficas advindas da imigração. O objetivo declarado por quem opera parte desses conteúdos é monetizar a divulgação de desinformação.

Origem e alcance

A investigação identificou dezenas de contas interligadas que republicam e promovem conteúdos anti-imigração com uso de IA. Entre os países de operação aparecem Sri Lanka, Vietnã, Maldivas, além de associações com Irã e Emirados Árabes. Em alguns casos, as contas mudaram de tema para aumentar engajamento.

Especialistas destacam que existe uma queda na capacidade do público de distinguir conteúdo gerado por IA de material autêntico. A percepção de autenticidade pode reduzir a confiança em conteúdos reais, segundo análises acadêmicas citadas pela BBC.

Para o Space City Hall de Londres, há evidências de que atores estatais atuam para influenciar a opinião pública. Entre as intenções verificadas estão a promoção de narrativas falsas para prejudicar a imagem da cidade e a obtenção de lucros por meio de engajamento.

Motivação e resposta

Parte das contas opera com foco comercial, buscando cliques e monetização por meio de anúncios. Em alguns casos, os criadores afirmam coordenar conteúdos para ampliar o alcance, inclusive com outras contas ligadas a temas semelhantes.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que as imagens geradas por IA podem prejudicar a reputação da cidade no exterior. Ele pediu ações mais firmes das plataformas para rotular conteúdos gerados por IA e ajustar algoritmos para reduzir a propagação de desinformação.

Responsáveis pelas plataformas, como Meta, disseram tratar com seriedade a atuação coordenada inadequada e afirmaram que tomariam medidas contra conteúdos que violem normas da comunidade, independentemente de terem sido criados com IA ou por pessoas.

Conclusões reveladas

A pesquisa aponta que indivíduos podem se beneficiar financeiramente da divulgação de conteúdos manipulados, com coordenação entre contas para reforçar mensagens. Profissionais ouvidos pela reportagem destacam a existência de uma indústria de desinformação por meio de atores pagos e influenciadores simulando cidadãos comuns.

Observa-se ainda que muitos usuários não conseguem identificar com precisão conteúdos falsos, o que aumenta a probabilidade de compartilhamento indevido. Especialistas recomendam maior literacia digital e verificação de fontes para prevenir impactos na confiança pública.

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