- Flávio Bolsonaro pediu que aliados “não abaixem a cabeça” e disse estar mais motivado do que nunca após o episódio envolvendo áudios e mensagens sobre dinheiro a Vorcaro para o filme Dark Horse.
- O senador participou do lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, ao lado do governador Tarcísio de Freitas, em Campinas.
- O evento ocorreu em meio a acusações envolvendo fluxos de dinheiro de Vorcaro e ao fato de Ciro Nogueira ter recebido mesada para atuar a favor de interesses do banqueiro, segundo investingigações da Polícia Federal.
- Derrite defendeu a eleição de um presidente do Senado conservador, com críticas ao PT e ao governo Lula, e exaltou Jair Bolsonaro durante o discurso.
- O evento contou com a presença de Flávio Bolsonaro e de Tarcísio, além de participações exibidas por telão de Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro; Eduardo Bolsonaro está em autoexílio nos EUA e não compareceu.
A crise envolvendo aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ganhou novo capítulo com declarações de Flávio Bolsonaro durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado. O senador (PL-RJ) pediu aos apoiadores que não afundem diante das especulações, citando Provérbios 24:10 para cobrar resiliência. O ato ocorreu em Campinas, com a presença de Tarcísio e de outras figuras da apoiadores.
Flávio Bolsonaro procurou demonstrar entusiasmo e afastar rumores de desistência da disputa presidencial, destacando que está “mais motivado do que nunca” e que a bandeira não será vermelha. A resposta ocorre após reportagens do Intercept sobre áudios e mensagens em que ele solicita dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, envolvendo Jair Bolsonaro.
A agenda de Derrite, candidato do PP ao Senado por São Paulo, foi marcada pelo lançamento em Campinas, na sexta-feira. O evento destacou defesa de um presidente do Senado conservador e críticas ao governo Lula, com Derrite elogiando Jair Bolsonaro como líder. A relação entre a agenda e o noticiário sobre Vorcaro foi tema de questionamentos no ato.
Envelope político e apoio de Tarcísio
Tarcísio de Freitas, presente no palco, não tratou do áudio. Ele elogiou o ex-presidente Bolsonaro e apontou avanços do estado sem depender do governo federal. O governador também sinalizou que o futuro do país não depende de gestões petistas, ressaltando conquistas na área de segurança pública.
Na cerimônia, Derrite defendeu mudanças no comando do Senado, citando necessidade de frear abusos do Judiciário. O ex-ministro da Segurança de São Paulo afirmou que seu governo reduziu problemas como a Cracolândia, e reforçou a importância de alianças amplas para alcançar maior influência política.
O evento teve a participação de outras lideranças, como Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro por meio de telão, além de Sergio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná. Ciro Nogueira, presidente do PP, não compareceu. A chapa de Tarcísio para 2026 inclui Derrite e André do Prado (PL) para o Senado, com Eduardo Bolsonaro como suplente.
Disputa entre aliados na direita
A composição da chapa de Tarcísio evidencia tensões dentro da direita. Enquanto Derrite é apontado como candidato direto, André do Prado representa um perfil menos ideológico, próximo ao governo. A indefinição de outras siglas, como Salles e Podemos, sinaliza disputa por vagas no Senado paulista.
Do Prado foi anunciado como candidato pela chapa de Tarcísio, provocando críticas entre parte da militância que prefere nomes com linha ideológica mais acentuada. Eduardo Bolsonaro, que apoiaria Do Prado como primeiro suplente, está fora do país e enfrenta questões jurídicas relacionadas a seu mandato.
A polarização na disputa ao Senado em São Paulo reflete a disputa de posições entre o bolsonarismo mais próximo de Tarcísio e outros movimentos da direita, incluindo partidos da base e candidatos independentes. A agenda destaca o peso das alianças regionais nas eleições de 2026.
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