Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PF investiga corrupção envolvendo servidores da ANP e policiais da Refit

PF vê indícios de corrupção de servidores da ANP e de policiais federais na operação da Refit, que mira ex-governador e empresário

(Foto: Reprodução/Ministério de Minas e Energia)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal deflagrou operação nesta sexta-feira para cumprir mandados contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário Ricardo Andrade Magro, controlador da Refinaria de Manguinhos (Refit).
  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, embasou a ação em indícios de infiltração do esquema em órgãos federais, incluindo a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a própria PF.
  • Segundo a PF, houve suposta corrupção de servidores públicos federais, entre eles policiais federais, e o esquema teria impactos em órgãos estaduais e federais no Rio de Janeiro.
  • Investigações apontam utilização de linhas telefônicas registradas em nome de pessoas falecidas, além de ligações vinculadas à rede interna da PF e a participação de escrivães da Polícia Federal.
  • Há indícios de contato entre o grupo investigado e membros da ANP, incluindo tratativas para assuntos regulatórios de distribuidoras ligadas ao negócio, com menção a um possível jantar com uma vice-diretora da ANP.

O Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, autorizou operação da Polícia Federal que mira o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Andrade Magro, controlador da Refity. A decisão cita indícios de infiltração de um esquema em órgãos federais, incluindo a ANP e a própria PF.

A PF aponta que o grupo investigado atua em fraudes tributárias, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção de agentes estaduais e federais. A apuração envolve também integrantes do Judiciário fluminense e autoridades estaduais. Moraes manteve o sigilo de informações que embasam a medida.

Indícios de envolvimento de servidores da PF e ANP

A perícia em celulares sugere participação de policiais federais no atendimento a demandas ligadas ao intermediário Diego Gonçalves, ligado à Refity. A PF descreve uso de linhas registradas em nome de pessoas falecidas e de acessos à rede interna da corporação para ocultar identidades.

Relatos apontam ainda que uma linha de interlocução chamada “Márcio PF” conversa com um auditor fiscal investigado, com ligações ou mensagens ligadas a contatos fatais. Dados do WhatsApp indicam ligação com IP da PF, segundo a investigação.

A atuação de escrivães da PF, identificados como Márcio Pinto e Márcio Gonçalves, é citada como componente central da suposta coordenação da campanha de um delegado nas eleições de 2022. A representação associa esses nomes a participação societária na MGM Transportes e Serviços Ltda.

Conexões com a ANP e desdobramentos no Rio

Relatórios apontam tratativas para resolver pendências regulatórias envolvendo distribuidoras associadas ao grupo empresarial. Um diálogo descreve encontro marcado para Brasília durante jantar com uma diretora da ANP, apontando o possível elo com o regulador.

A investigação indica que o esquema teria alcançado órgãos como a Secretaria Estadual de Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado, o INEA e membros do Judiciário do Rio. A PF caracteriza o caso como uma das frentes mais ambiciosas de criminalidade contra o Estado do Rio.

O caso tramita no STF em função de prevenção a um inquérito ligado à ADPF 635, que tratou de organizações criminosas com atuação interestadual e conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais