- Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, apoiou Guilherme Derrite e mencionou o “método Bukele” para enfrentar o crime organizado.
- O apoio foi feito durante o lançamento da pré-candidatura de Derrite ao Senado, ao defender que o Brasil adote o modelo de segurança de Nayib Bukele, presidente de El Salvador.
- Bukele chegou ao poder em 2019 e, a partir de 2020, autorizou o uso da força letal. Desde 2022, está em regime de exceção com prisões em massa.
- Organizações de direitos humanos criticam o método, apontando violações de direitos e detenções arbitrárias; também houve reformas constitucionais com medidas duras, como penas mais severas para crimes graves.
- Em meio a controvérsias, El Salvador afirma queda na violência e Bukele foi reeleito; o governo enviou reformas que permitem a reeleição por tempo indeterminado.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro aparece defendendo um modelo de combate ao crime inspirado em Nayib Bukele durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, realizado neste sábado, 16. A fala ocorreu nos EUA, onde Eduardo vive atualmente, e reforçou o apoio ao ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo.
Durante o discurso, Eduardo afirmou que Derrite, aliado ao presidente Flávio Bolsonaro, pode aplicar o que chamou do método Bukele para enfrentar o crime organizado no Brasil. A fala ocorreu em tom de apoio político durante a campanha de Derrite.
Contexto do método Bukele
Bukele chegou ao poder em 2019 em El Salvador, prometendo reduzir a violência das gangues e estimular a economia. Em 2020 autorizou o uso da força letal contra integrantes de gangues, após um fim de semana de violência que deixou várias mortes.
O governo salvadorenho implementou, desde 2022, um estado de exceção para conter a violência, com prisões em massa e suspensão temporária de direitos constitucionais. Milhares de pessoas foram detidas, segundo o governo, com liberdades cabíveis em alguns casos. Uma instalação conhecida como Cecot foi criada em 2023 para abrigar suspeitos de ligações com gangues.
Reações e críticas internacionais
Analistas internacionais questionam as práticas, apontando violações de direitos humanos. Organizações como Human Rights Watch e mecanismos da ONU criticam abusos e denúncias de prisões injustas. Familiares de detidos relatam situações de injustiça e deisenções sem relação direta com gangues.
A Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou reformas constitucionais que ampliam a possibilidade de condenação de menores à prisão perpétua, medida recebida com preocupação por organismos de proteção infantil e pela ONU, que pedem tratamento rehabilitador para adolescentes. A imprensa local aponta mudanças que restringem direitos com impacto sob avaliação.
Quadro de segurança e resultados
O governo afirma que as medidas contribuíram para a redução de homicídios, embora reduções sejam comunicadas por fontes oficiais sem divulgação ampla de estatísticas independentes desde 2022. Bukele também celebrou a popularidade das políticas, citando resultados de segurança.
Em 2024, Bukele foi reeleito, após manobra parlamentar que favoreceu a continuidade de seu governo. Em 2025, o Congresso aprovou reforma constitucional para permitir reeleição por tempo indeterminado.
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