- Matt Brittin assume como diretor-geral da BBC e diz que a emissora nunca esteve mais necessária, mas enfrentará cortes de £500 milhões para enfrentar pressões financeiras.
- Brittin substitui Tim Davie e chegou ao New Broadcasting House, em Londres, dizendo estar honrado e humilde com a função.
- A BBC planeja até 2.000 demissões para viabilizar as economias, com detalhes de novos cortes esperados nos próximos meses.
- Em mensagem aos funcionários, Brittin ressalta a necessidade de rapidez, clareza e inovação, mantendo jornalismo independente e formatos adequados às plataformas.
- A nomeação ocorre em um período de tensão, com protestos da União Nacional dos Jornalistas, negociação sobre o novo charter real e controvérsias envolvendo Donald Trump e um processo judicial contra a BBC.
Matt Brittin assumiu hoje o cargo de diretor-geral da BBC, substituindo Tim Davie. O anúncio ocorreu em Londres, no Broadcasting House, e ele disse que a emissora é necessária, mas enfrentará escolhas difíceis para economizar cerca de £500 milhões.
Em entrevista aos jornalistas, Brittin afirmou que a BBC continua sendo a fornecedora de notícias mais confiável e o alicerce da economia criativa, apesar de desafios financeiros significativos. Ele mencionou mudanças a caminho para reduzir despesas.
Ontem, o ex-chefe da Google na região EMEA chegou ao prédio central da BBC e recebeu cumprimentos de funcionários e protestos da União Nacional dos Jornalistas, que critica mudanças de turno no World Service e no The World Tonight.
A BBC sinaliza que haverá novos cortes de serviços nos próximos meses, com até 2.000 demissões possíveis para alcançar os £500 milhões em economia. Detalhes serão anunciados conforme o processo de planejamento avançar.
Além disso, Brittin herdará negociações com o governo sobre a renovação do royal charter, que expira em 2027. Em março, houve sugestões de reduzir a taxa de licença de TV para ampliar a base de contribuintes.
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